Bancos centrais agem de maneira diferente frente a riscos, diz Georgieva

267
A diretora gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva / Foto: FMI

São Paulo – Os bancos centrais estão em coordenação para conter os efeitos do surto do novo coronavírus na economia global, mas cada um deles tem uma maneira de agir para sustentar a expansão e cumprir suas metas, segundo a diretora gente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva.

“Os bancos centrais estão em coordenação e o importante é que, neste momento, o sistema financeiro global é sólido”, disse Georgieva em coletiva de imprensa. “O maior risco hoje está ligado ao crédito”, acrescentou.

Questionada sobre a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Georgieva não quis ser específica, mas disse que é importante ver as autoridades agirem para conter os efeitos do surto.

Ontem, o Fed realizou um corte de juros de emergência, passando a taxa da faixa de 1,50% a 1,75% ao ano para a faixa de 1,00% a 1,50% ao ano. A ação inesperada não era vista desde a crise de 2008. Na coletiva que seguiu a decisão, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que o novo coronavírus representa um risco para a atividade econômica norte-americana.

Hoje, seguindo o Fed, o banco central canadense também reduziu sua taxa básica em 0,50 ponto percentual, para 1,25%, citando riscos materiais do surto na economia do país e na economia global.

No final de 2019, a China relatou um surto de pneumonia na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei, causada por uma nova variedade de coronavírus denominada SARS-CoV-2, enquanto a doença que causa foi chamada Covid-19.
Globalmente, o novo vírus já infectou mais de 94 mil pessoas em mais de 70 países e causou mais de 3.200 mortes, a esmagadora maioria na China.