Banco do Brasil prevê lucro líquido entre R$ 37 bilhões e R$ 40 bilhões em 2024

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Edifício sede do Banco do Brasil, em Brasília.

São Paulo, 8 de fevereiro de 2024 – O Banco do Brasil informou suas projeções para 2024. O lucro líquido ajustado deve ficar no intervalo entre R$ 37 bilhões a 40,0 bilhões. A carteira de crédito deve crescer de 8,0 a 12,0%; sendo, no segmento Pessoas Físicas, de 6,0 a 10,0%; Empresas 7,0 a 11,0%; e Agronegócios, de 11,0 a 15,0%.

A Margem Financeira Bruta deve aumentar de 7,0 a 11,0%, a PCLD Ampliada, deve alcançar entre R$ 30 bilhões a -27,0 bilhões; as receitas de Prestação de Serviços devem variar entre 4,0 a 8,0%; e as despesas administrativas sobem de 6,0 a 10,0%.

Para o exercício de 2024, o BB incluiu em suas projeções corporativas o indicador da Carteira Sustentável, que abrange linhas de crédito com enfoque ambiental, social e financiamentos de atividades ou segmentos que tragam impactos socioambientais positivos. Neste indicador, previsão é de variação 5% a 9% em 2024.

Cia tem lucro líquido ajustado recorde de R$ 35,6 bilhões em 2023

São Paulo, 8 de fevereiro de 2024 – O Banco do Brasil apresentou um lucro líquido ajustado recorde de R$ 35,6 bilhões em 2023, que representa um RSPL (retorno sobre patrimônio líquido) de 21,6% e um crescimento de 11,4% em relação a 2022. O valor adicionado à sociedade alcançou R$ 86,1 bilhões em 2023. O índice de capital principal do BB encerrou o ano em 12,12%. No 4T23, o lucro líquido ajustado foi de R$ 9,4 bilhões, aumento de 7,5% na comparação com o trimestre anterior e de 4,8% em relação ao 4T22.

Na visão anual, contribuiu para a elevação do lucro ajustado o crescimento da margem financeira bruta (+27,4%), impulsionado pelos crescimentos de volumes e taxas da carteira de crédito e pelas receitas de juros dos títulos em tesouraria. As receitas de prestação de serviços cresceram +4,6%. A PCLD ampliada e as despesas administrativas apresentaram crescimento de 82,3% e 7,5%, respectivamente.

Carteira de Crédito Ampliada – A carteira de crédito ampliada, que inclui TVM (títulos e valores mobiliários) privados e garantias prestadas, registrou saldo de R$ 1,1 trilhão em 2023, crescimento de 4,0% em relação a setembro/23 e 10,3% frente a 2022. Destaque para a carteira de negócios sustentáveis, que totalizou R$ 343,1 bilhões, com participação de 35,2% da carteira classificada. O índice de inadimplência acima de 90 dias (relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias e o saldo da carteira de crédito classificada) atingiu 2,92% (abaixo do Sistema Financeiro) e o índice de cobertura (relação entre o saldo de provisões e o saldo de operações vencidas há mais de 90 dias) ficou próximo à estabilidade em 196,7%.

Carteira Ampliada Pessoa Física – Crescimento de 2,9% na comparação com setembro/23 e 8,1% em 12 meses, alcançando R$ 313,1 bilhões, influenciada, principalmente, pelo desempenho na carteira de crédito consignado (+2,5% no trimestre e +9,8% em 12 meses).

Carteira Ampliada Pessoa Jurídica – Registrou crescimento de 5,2% no trimestre e 9,0% em 12 meses, atingindo R$ 390,8 bilhões, com destaque para a carteira de Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), com evolução de 1,9% no trimestre e 11,0% em 12 meses, e para a carteira Grandes Empresas, que cresceu 8,2% no trimestre e 7,2% em 12 meses.

Carteira Ampliada Agronegócios – Alcançou o saldo de R$ 355,3 bilhões, crescimento de 4,5% em relação a setembro/23 e 14,7% em 12 meses. Destaque para as linhas de custeio (+5,6% no trimestre e +15,3% em 12 meses), de investimentos (+6,6% no trimestre e +23,4% em 12 meses) e de CPR (+22,5% no trimestre e +100,9% em 12 meses). De julho a dezembro, ou seja, no primeiro semestre de atuação no Plano Safra 2023/2024, o BB desembolsou R$ 120,0 bilhões, um crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Conselho aprova elevar payout de 40% para 45% em 2024

O Conselho de Administração do Banco do Brasil aprovou a proposta de elevação do payout de 40% para 45% no exercício de 2024, via juros sobre o capital próprio (JCP) e/ou dividendos, com base nos balizadores constantes na Política, em especial, os resultados futuros do Banco, sua condição financeira e necessidade de caixa, a Declaração de Apetite e Tolerância a Riscos, suas metas e projeções de capital, perspectivas dos mercados de atuação presentes e potenciais, oportunidades de investimento existentes e a capacidade operacional.

O BB remunerará os acionistas em oito fluxos, sendo quatro pagamentos realizados ao longo dos trimestres de referência, de forma antecipada, e outros quatro pagamentos complementares, efetivados após o encerramento dos trimestres de referência.

Quando a distribuição for via JCP, o montante calculado com base no percentual de payout aprovado corresponde ao valor bruto, sobre o qual poderão incidir tributos, conforme legislação vigente

Cia aprova distribuição de R$ 2,3 bi aos acionistas em 29 de fevereiro

O Banco do Brasil (BB) aprovou, em 07/02/2024, a distribuição de R$ 630.166.902,30 a título de remuneração aos acionistas sob a forma de dividendos e R$ 1.751.180.439,76 sob a forma de Juros sobre Capital Próprio (JCP), ambos relativos ao quarto trimestre de 2023, totalizando aproximadamente R$ 2,3 bilhões em 29 de fevereiro.

O valor por ação dos dividendos atualizado até hoje é de R$ 0,22351909545 e o dos JCP complementar, de R$ 0,62114063186. Os valores pagos serão atualizados, pela taxa Selic, da data do balanço (31/12/2023) até a data do pagamento (29/02/2024) e terão como base a posição acionária de 21/02/2024.