Banco do Brasil lucra R$ 8,79 bilhões no terceiro trimestre, alta anual de 4,5%

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São Paulo – O lucro líquido do Banco do Brasil aumentou 4,5% no terceiro trimestre, para R$ 8,79 bilhões, enquanto o resultado ajustado – que remove os efeitos de ganhos ou despesas não recorrentes – ficou positivo em R$ 8,4 bilhões, subindo 3,1% em relação a um ano antes, conforme relatório financeiro apresentado nesta quarta-feira (8).

A carteira de crédito do Banco do Brasil aumentou 10,0%, para R$ 107 trilhão. O valor considera carteira de crédito classificada adicionada das operações com títulos e valores mobiliários privados (TVM privados) e das garantias prestadas. O valor também é 2,0% maior em relação a junho. Destaque para a carteira de negócios sustentáveis, que totalizou R$ 338,8 bilhões, com crescimento de 5,5% em 12 meses, representando 32% da carteira de crédito ampliada do BB. O índice de inadimplência acima de 90 dias (relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias e o saldo da carteira de crédito classificada) atingiu 2,81% (abaixo do Sistema Financeiro, que registrou indicador de 3,50%) e o índice de cobertura (relação entre o saldo de provisões e o saldo de operações vencidas há mais de 90 dias) foi de 199,1%.

A Carteira Ampliada Pessoa Física teve crescimento de 0,7% na comparação com junho/23 e 7,9% em 12 meses, alcançando R$ 304,1 bilhões, influenciada, principalmente, pelo desempenho na carteira de crédito consignado (+2,0% no trimestre e +8,9% em 12 meses).

A Carteira Ampliada Pessoa Jurídica registrou crescimento de 4,7% em 12 meses, atingindo R$ 371,4 bilhões, com destaque para a carteira de Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), com evolução de 4,2% no trimestre e 14,2% em 12 meses.

A Carteira Ampliada Agronegócios alcançou o saldo de R$ 339,9 bilhões, crescimento de 5,7% em relação a junho/23 e 18,9% em 12 meses. Destaque para as linhas de custeio (+14,2% no trimestre e +18,9% em 12 meses), de investimentos (+4,8% no trimestre e +37,1% em 12 meses) e de comercialização (+8,7% no trimestre e +64,9% em 12 meses). De julho a setembro, ou seja, no primeiro trimestre de atuação no Plano Safra 2023/2024, o BB desembolsou R$ 68,8 bilhões, um crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período da safra anterior.

O retorno sobre o patrimônio líquido (RoE, na sigla em inglês) anualizado e calculado com base no patrimônio líquido contábil deduzido das participações minoritárias – – encolheu 0,6 ponto porcentual (pp) no terceiro trimestre, para 21,3%, enquanto o retorno sobre ativos (ROA) ficou em linha com o registrado um ano antes, em 1,6%.

A taxa de empréstimos inadimplentes há mais de 90 dias cresceu 0,5 pp em relação a um ano antes, para 2,8% da carteira de crédito ampliada.

A despesa do Banco do Brasil com provisões para devedores duvidosos (PDD) levando em consideração a recuperação de crédito, descontos concedidos e imparidade aumentou 66,4% no terceiro trimestre, para R$ 7,52 bilhões, e o saldo de PDD acumulado até o fim do período foi de R$ 52,84 bilhões, subindo 11,6% em relação a um ano antes.

O Banco do Brasil apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 26,1 bilhões nos nove primeiros meses de 2023, crescimento de 14,0% na comparação com o mesmo período do ano anterior, o que representa um RSPL (retorno sobre patrimônio líquido) de 21,3%. O valor adicionado à sociedade alcançou R$ 64,4 bilhões. O índice de capital principal do BB encerrou setembro em 12,49%. No 3T23, o lucro líquido ajustado foi de R$ 8,8 bilhões, 4,5% superior ao mesmo período do ano passado.

A performance nos nove primeiros meses do ano é reflexo do crescimento da margem financeira bruta (+30,4%), decorrente dos bons resultados da carteira de crédito e dos títulos e valores mobiliários alocados em tesouraria. As receitas de prestação de serviços cresceram +5,0%. Por outro lado, ocorreram elevações das despesas de PCLD ampliada (+101,2%). As despesas administrativas subiram +8,0%, impulsionadas pelos investimentos em tecnologia.

PROJEÇÕES 2023

O BB manteve as projeções para o ano inalteradas. São elas: a carteira de crédito deve crescer entre 9% e 13%, sendo 7-11% na PF, 8-12% em Empresas e 14-18% em agro. O crescimento previsto para a margem financeira é de um intervalo entre 22-26%, a PCLD Ampliada deve totalizar entre -R$ 27 bilhões e -R$ 23 bilhões. As receitas de prestação de serviços devem crescer entre 4-8%, as despesas administrativas entre 7-11% e o lucro líquido ajustado deve alcançar entre R$ 33 bilhões e R$ 37 bilhões.

BB pagará R$ 2,2 bilhões aos acionistas no dia 30

O Banco do Brasil aprovou, em 06 de novembro, a distribuição de R$ 291 milhões aos acionistas sob a forma de dividendos e R$ 1,96 bilhão em Juros sobre Capital Próprio (JCP), ambos relativos ao terceiro trimestre de 2023. O valor por ação dos dividendos é R$ 0,10198860740 e dos JCP complementar R$ 0,68622202551. Os valores serão pagos em 30 de novembro, tendo como base a posição acionária de 21 de novembro.

Adicionalmente, a companhia informou que R$ 953,7 milhões foram pagos, em 29 de setembro, a título de remuneração antecipada aos acionistas sob a forma de JCP, conforme Fato Relevante de 25 de agosto.