Banco central japonês alerta para o risco de empresas inadimplentes

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São Paulo – Alguns membros Conselho do Banco do Japão (BoJ) alertaram para os ricos de que as empresas que enfrentam dificuldades devido à pandemia do novo coronavírus não consigam pagar seus empréstimos, de acordo com a ata da reunião de emergência realizada no dia 22 de maio.

“Alguns membros consideraram que também era necessário prestar muita atenção ao risco de que o capital das empresas seria prejudicado ou seus empréstimos poderiam se tornar de liquidação duvidosa se o impacto da covid-19 durasse um período prolongado”, diz o documento.

“Quanto à duração das medidas de apoio ao financiamento, alguns membros apontaram a possibilidade de que o impacto da disseminação da covid-19 possa durar e que seja necessário que o banco continue apoiando o financiamento principalmente de empresas por um longo período de tempo”.

Na reunião de maio, o BoJ anunciou um novo mecanismo de financiamento de cerca de 30 trilhões de ienes, visando a apoiar em especial pequenas e médias empresas em meio à pandemia do novo coronavírus, levando o total de seu apoio ao financiamento corporativo para 75 trilhões de ienes.

“Os membros concordaram que, com vistas a apoiar o financiamento principalmente de empresas, era apropriado que o banco introduzisse uma nova medida de provisionamento de fundos e ampliasse a duração das medidas de apoio ao financiamento em seis meses”, diz a ata.

Na reunião anterior, de 27 de abril, o BoJ anunciou compras ilimitadas de títulos de dívida pública, retirando o limite de compras anuais de 80 trilhões de ienes, e quase triplicou o valor máximo de compras adicionais de títulos de empresas e commercial papers, para o total 20 trilhões de ienes.

Segundo a ata da reunião de abril, um membro disse que “era apropriado que o banco continuasse cooperando com o governo, aliviasse a carga de juros das empresas e das famílias; e restringisse o máximo possível a pressão deflacionária”, ao comprar ativamente títulos do governo.

Por fim, na reunião desta semana, o BoJ anunciou que elevou para 110 trilhões de ienes o montante total de seu apoio ao financiamento corporativo, ante o valor anterior de 75 trilhões de ienes. O Banco manteve a taxa de depósitos em -0,1% e a meta para juros de 10 anos em zero.