Banco central deve estar atento a riscos de juros baixos, diz ata

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – O Banco do Japão (BoJ) precisa estar atento aos riscos de manter sua política monetária ultrafrouxa por um período prolongado de tempo, de acordo com a ata da reunião do Conselho da instituição, realizada nos dias 24 e 25 de abril.

Na ocasião, o banco manteve a taxa de juros de curto prazo em -0,1% e a meta para os juros dos títulos de dívida pública de dez anos, e definiu pela primeira vez um prazo específico para os juros permanecerem baixos – ao menos até a primavera local de 2020, entre os meses de março e junho.

Segundo um membro do Conselho, diante dos recentes acontecimentos econômicos e financeiros, tornou-se cada vez mais necessário para o Banco prestar atenção nos efeitos colaterais da política monetária, que “se fortaleceram de maneira cumulativa e cautelosamente pesam sobre os efeitos positivos”.

Além disso, um membro disse que “havia uma possibilidade de que uma nova queda nas taxas de juros resultaria em um risco maior de induzir efeitos colaterais sobre a economia real, ao invés de efeitos positivos”, em especial sobre a rentabilidade dos bancos.

Alguns membros destacaram que o BoJ deve estar pronto para fazer ajustes de política sem hesitação, se considerado necessário no futuro, para alcançar a meta de estabilidade de preços, com a taxa de inflação em 2%.

Segundo o BoJ, a economia japonesa segue em expansão moderada, mas riscos permanecem no exterior. “Um membro disse que, embora os mercados financeiros tivessem acalmadas recentemente, as incertezas em relação à economia global eram altas e necessário estar vigilante quanto à possibilidade de que tanto a economia real quanto os mercados se deteriorarem”, diz a ata.

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