Auxílio emergencial seria retomado em 2ª onda de covid, diz Guedes

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, faz palestra de encerramento do Seminário de Abertura do Legislativo de 2020. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

São Paulo – O governo federal terá de reagir se houver uma segunda onda da covid-19 – inclusive com a retomada do auxílio emergencial -, mas gastará menos do que neste ano com as medidas de contenção dos efeitos da pandemia, afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Gastamos 10% do PIB para combater a pandemia, mas valeu a pena. Estamos preparados para agir como sempre se vier pandemia de volta. Se vier segunda onda vamos reagir. O que não podemos é por covardia, por politicagem, por falta de coragem de enfrentar os custos da doença, é tentarmos continuar gastando muito além da nossa capacidade financeira. Não pode acontecer porque vai ser ruim para todo mundo”, disse ele durante evento promovido pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

“Se houver uma segunda onda da pandemia, o Brasil vai reagir como reagiu da primeira vez”, disse Guedes, afirmando que considera a possibilidade de um repique dos casos de covid-19 no Brasil “baixa”.

“Se houver pandemia, segunda onda atingir brasileiros de novo, vamos reagir da mesma forma que reagimos. Vamos ter que criar estado de calamidade pública e em vez de gastar 10% talvez a gente gaste 4%” do Produto Interno Bruto (PIB), disse ele.

Guedes ressaltou que o “plano A” do governo é reduzir o auxílio emergencial conforme a gravidade da pandemia diminui. “Pandemia vai descendo, auxílio emergencial descendo junto”, afirmou. “A nossa hipótese de trabalho é ir retirando estímulos, aterrissa ali na frente ou numa versão de Renda Brasil, de renda básica, ou na própria Bolsa Família.”

“Ah, mas veio segunda onda da calamidade. Ok, vamos decretar estado de calamidade pública de novo. E vamos nós de novo com experiência que temos agora, recalibrando instrumentos. Vamos ter que recriar”, avaliou.