Aumento da margem financeira impacta lucro de R$ 4,2 bi no 2T19

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Por Leandro Tavares

São Paulo – A Caixa Econômica Federal registou lucro líquido de R$ 4,2 bilhões no segundo trimestre do ano, uma alta de 21,6% em relação ao mesmo período de 2018. No primeiro semestre, o lucro foi de R$ 8,1 bilhões, 22,2% maior que o visto no mesmo intervalo do ano passado.  

De acordo com o banco estatal, após a conclusão das investigações internas, a ressalva do balanço foi retirada. Não houve qualquer ajuste nas demonstrações contábeis decorrentes do processo investigativo.

A evolução de 12% na margem financeira foi o principal influenciador para o lucro líquido de R$ 4,2 bilhões no segundo trimestre. Segundo a Caixa, essa forte lucratividade foi decorrente de diminuição das outras despesas administrativas (6%) e parcialmente compensada pelo aumento de despesas de pessoal (3%), em relação a igual trimestre em 2018.

A margem financeira da Caixa totalizou R$ 14,1 bilhões no trimestre, avanço de 12% na comparação anual, enquanto o índice de inadimplência foi de 2,46%, queda de 0,04 pp em relação ao mesmo período de 2018.

A carteira de crédito ampla fechou com saldo de R$ 682,4 bilhões no segundo trimestre, 1,9% menor em 12 meses, influenciado pela redução de 7,9% na carteira comercial de pessoa física e de 30,7 % para pessoa jurídica. O saldo total da carteira é parcialmente compensado pelos aumentos de 3,6% e 1,2% nas carteiras habitacional e de infraestrutura.

No segundo trimestre, a Caixa manteve a liderança no mercado de crédito imobiliário, com o ganho de 0,3 pp ante o mesmo período do ano passado, totalizando 69,0% de participação. O saldo da carteira de crédito habitacional cresceu 3,6% em 12 meses e alcançou R$ 452,3 bilhões no período, dos quais R$ 276,2 bilhões foram concedidos com recursos Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 176,1 bilhões com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE).

No período, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE) registrou 15,6%, uma redução de 2,3 pontos percentuais (pp), impactado pela evolução, em 12 meses, de R$ 7,6 bilhões no saldo do patrimônio líquido.

O índice de eficiência recorrente alcançou 47,9% no trimestre, alta de 2,4 pp ante igual período do ano passado. O índice de cobertura das despesas administrativas subiu 2,0 pp do e atingiu 82,1%. Já o índice de cobertura das despesas de pessoal totalizou 128,4%, alta de 1,74 pp na comparação em 12 meses.