Ata do BCE mostra concordância em manter a acomodação monetária na região

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – Os membros do Conselho do Banco Central Europeu (BCE) concordaram que é preciso manter a acomodação monetária da zona do euro por um longo período, e discutiram um pacote de medidas que pode incluir corte e juros e compra de ativos, segundo a ata da reunião de julho.

“Foi expressa a opinião de que as várias opções devem ser vistas como um pacote”, diz a ata. “A experiência mostrou que um pacote de políticas – como a combinação de cortes de taxas e compras de ativos – foi mais eficaz do que uma sequência de ações seletivas”.

O BCE manteve sua política monetária inalterada na reunião de julho, mas disse que estuda opções para reforçar orientações futuras e reiniciar compras de ativos, e que as taxas de juros podem permanecer “mais baixos” do que o nível atual até o primeiro semestre de 2020.

Os membros também concordaram com “a necessidade de uma postura altamente acomodatícia da política monetária durante um período de tempo prolongado, uma vez que as taxas de inflação, tanto realizadas como projetadas, tem estado persistentemente abaixo de níveis que estavam em linha com a sua meta”.

Assim, segundo os membros, o Conselho está determinado a agir se as perspectivas de inflação não melhorarem. “Neste contexto, a confirmação da simetria da meta de inflação a médio prazo do Conselho do BCE foi vista como um elemento importante para reforçar o alcance de um ajuste sustentado da inflação à sua meta”, segundo a ata.

Além disso, “o abrandamento do crescimento global e a fraca dinâmica do comércio internacional pesaram sobre as perspectivas da zona do euro”, diz o documento, acrescentando que as incertezas continuaram a atenuar o sentimento no setor industrial, enquanto o setor de serviços se manteve robusto e condições favoráveis no mercado de trabalho apoiaram o consumo.

“O balanço de riscos permaneceu inclinado para o lado negativo, refletindo a presença prolongada de incertezas, relacionadas a fatores geopolíticos, a crescente ameaça do protecionismo e vulnerabilidades em mercados emergentes”.

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