Aprovação de Boris Johnson despenca após escândalo envolvendo assessor

199

São Paulo – O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, está sentindo os efeitos de defender seu assessor Dominic Cummings, quebrou regras de isolamento social quando apresentava sintomas correspondentes aos da covid-19. Pesquisas de opinião mostram que a popularidade do premiê despencou depois que o caso se tornou público.

Levantamento do instituto YouGov para o jornal The Times mostra que a vantagem dos conservadores sobre os trabalhistas caiu nove pontos em uma semana. Além disso, diz que 44% dos entrevistados apoiam o partido de Johnson, quatro pontos a menos que na semana passada, e que 38% apoiam o rival Partido Trabalhista, cinco pontos a mais.

Outra sondagem, feita pelo jornal Daily Mail, mostra ainda que o índice de aprovação de Johnson caiu de 19% para menos de 1% em apenas alguns dias.

A queda do apoio da opinião pública acontece depois que Cummings cérebro da campanha pelo Brexit no plebiscito de 2016, que foi nomeado assessor especial quando Johnson chegou a Downing Street – admitiu que fez deslocamentos de carro quando era suspeito de ter contraído a covid-19.

No final de março, ele dirigiu mais de 400 quilômetros entre Londres e Durham com a esposa e o filho de quatro anos. Depois, em abril, foi visto no dia do aniversário de sua mulher nos arredores de um castelo nas proximidades de Durham.

A história foi revelada apenas na sexta-feira e Cummings veio a público na segunda-feira se explicar. Segundo ele, a viagem a Durham aconteceu porque ele precisou ir até a casa de seus pais para que eles cuidassem de seu filho.

Na ocasião, o governo britânico ao qual o assessor faz parte havia proibido viagens e as pessoas não tinha autorização para ver familiares. Cummings, que recebeu amplo apoio de Johnson, disse não ter se arrependido e nem ofereceu o cargo ao primeiro-ministro.