Após reajuste, preços da gasolina e do diesel da Petrobras estão 10% e 14% abaixo do PPI, segundo Abicom

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Foto: Lícia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

São Paulo – O acompanhamento diário da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) divulgado um dia após o anúncio dos aumentos de 7,1% e 9,8% dos preços da gasolina e do gás de botijão (GLP) para as distribuidoras. A estatal não anunciou mudanças no preço do diesel. Segundo a associação, a atual defasagem dos preços praticados nos polos operados pela Petrobras em relação ao preço de paridade internacional (PPI), agora está em -10% (-R$ 0,34) na gasolina e -14% (-R$0,54) no diesel, em média.

A variação do diesel apurada pela entidade nesses polos ontem (8), antes do reajuste, era de -15% (-R$ 0,60), enquanto a defasagem da gasolina era de -18% (-R$ 0,59).

Ainda conforme a medição desta terça-feira da Abicom, os preços do litro da gasolina e do diesel nas principais refinarias do País mostravam defasagens de -9 (-R$ 0,30) e -12% (-R$ 0,48), respectivamente, em relação ao PPI, mostrando redução em relação às apresentadas ontem antes do anúncio da Petrobras: as mesmas variações correspondiam a diferenças de -15% (-R$ 0,52) na gasolina e -13% (-R$ 0,53) no diesel.

A Abicom calcula o PPI usando como referência os valores para gasolina, óleo diesel, câmbio, RVO e frete marítimo nas cotações, considerando os fechamentos do mercado do pregão anterior ao dia da apuração. Ou seja, para esta terça-feira, o pregão considerado foi o de ontem, 8 de julho.

“A Petrobras anunciou um aumento de 7% (R$ 0,20 por litro) nos preços da gasolina das suas refinarias a partir do dia 9 de julho de 2024, com a estabilidade no câmbio e nos preços de referência da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional no fechamento do dia útil anterior, o cenário médio de preços está abaixo da paridade para o óleo diesel e para gasolina”, comenta a Abicom, no relatório do PPI desta terça-feira.

A taxa de câmbio Ptax, calculada diariamente pelo Banco Central, fechou na última sessão operando em patamar elevado (no fechamento, em R$ 5,47) e pressionando os preços domésticos dos produtos importados. A oferta apertada do petróleo segue pressionando os preços futuros da commodity, acrescentou a associação, que apontava que os futuros do Brent eram negociados acima dos US$ 86 por barril.

A medição de hoje ocorreu 196 dias após a vigência da redução linear média de R$ 0,30 por litro no diesel S10, em 27 de dezembro de 2023, e um dia após da validade do aumento linear médio de R$ 0,20 por litro na gasolina, pela Petrobras, válido a partir de hoje. Com isso, o PPI acumula aumento de R$0,32 por litro no diesel e redução de R$ 0,00 por litro na gasolina A desde os últimos reajustes nos preços da Petrobras.

A análise também considerou os aumentos do preço da gasolina A e do diesel A, em R$ 0,0953 e em R$ 0,0669 por litro, respectivamente, pela Acelen, no Polo Aratu (BA), na última quarta (3). Os preços médios dos dois combustíveis operam abaixo da paridade em todos os polos analisados.