Após demissões, funcionários da Embraer aprovam greve

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Divulgação: Embraer jato E195-E2

São Paulo – Os trabalhadores da Embraer decretaram greve contra a demissão de funcionários anunciado pela fabricante, como forma de amenizar os efeitos da crise e a não parceria com a Boeing.

Com isso, a empresa fica proibida de concluir o corte de 2,5 mil trabalhadores, já que a legislação não permite a demissão de grevistas.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região informou ainda que os trabalhadores aprovaram a proposta para que sejam equalizados os altos salários de executivos da companhia e que o teto da fábrica passe a ser de R$ 50 mil.

De acordo com a entidade, existem três salários superiores a R$ 1 milhão na Embraer, sendo que de um conselheiro chega a R$ 2,1 milhões, como mostra um documento da fabricante anexado a um processo.

Para o sindicato, 170 funcionários do alto escalão da Embraer pagaria os salários dos trabalhadores demitidos.

Ontem, a Embraer anunciou o corte de 900 colaboradores no Brasil, o equivalente a 4,5% do seu efetivo total. Além disso, os três planos de demissão voluntária (PDVs) registraram adesão de cerca de 1,6 mil colaboradores no Brasil.