Acusações contra mim não possuem base alguma, diz Ghosn

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O ex-chefe da aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn / Foto: Flickr/Norsk Elbilforening

Por Julio Viana

São Paulo – O antigo presidente da Nissan, Carlos Ghosn, afirmou que é inocente dos crimes financeiros dos quais é acusado em Tóquio, no Japão, e acusou o conselho de executivos da empresa de armar contra ele.

Ghosn fugiu para o Líbano no final do ano passado durante sua prisão domiciliar em Tóquio por meio de um jato particular. O antigo executivo deu sua primeira entrevista coletiva à imprensa desde sua fuga do Japão afirmando que poderia “finalmente esclarecer as calúnias sofridas” por ele.

“As acusações contra mim não possuem base alguma e são resultado de uma armação motivada por vingança” de executivos da Nissan, afirmou Ghosn. Segundo ele, os pagamentos de milhões de dólares dos quais é acusado de esconder de seus demonstrativos eram hipotéticos e ainda não aprovados pela companhia.

Ghosn afirmou que o conselho de executivos planejou para “arruinar sua reputação” ao realizar as investigações secretas que levaram às acusações do executivo.

Ele também disse que foi informado pelos advogados enquanto estava na prisão japonesa de que não sairia do confinamento em menos de cinco anos. Segundo ele, “fui submetido a condições desumanas” e “não foi difícil perceber que ou eu morreria na prisão no Japão ou teria que fugir”. Segundo ele, os promotores japoneses o ameaçavam para obrigá-lo a confessar os crimes.

Ghosn também disse não ter ambições políticas no Líbano, mas disse que “ficaria feliz em oferecer conselhos financeiros ao país caso fosse requisitado”.