Ações do Magazine Luiza perdem força, apesar de balanço forte

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Fachada de Loja do Magine Luiza

São Paulo – As ações do Magazine Luiza mostram volatilidade depois que a companhia divulgou seu balanço do terceiro trimestre, com os papéis passando a cair depois de operarem perto da estabilidade mais cedo. O resultado foi considerado forte mais uma vez por analistas, embora já fossem esperados dados positivos e os papéis já tenham mantido bom desempenho este ano. Às 13h12 (horário de Brasília), as ações da rede (MGLU3) tinham queda de 1,85%, a R$ 25,97.

O Bradesco BBI, por exemplo, elevou o preço-alvo de 2021 dos papéis de R$ 21,00 para R$ 30,00, o que deixa apenas 13% de potencial de alta, o que fez com que mantivessem a recomendação “neutral” (equivalente à manutenção) por enquanto.

Segundo os analistas do banco, os resultados do Magazine Luiza no terceiro trimestre destacam a forte execução em todo o negócio, com crescimento no e-commerce e nas lojas física, apesar de algumas lojas estarem fechadas em partes de julho e agosto. “O crescimento do comércio eletrônico permaneceu maior por mais tempo do que esperávamos, enquanto as lojas se recuperaram muito mais rapidamente do que havíamos previsto e acreditamos que as fortes tendências devem continuar na alta temporada no quarto trimestre”, disseram, em relatório.

A expectativa é que o site do Magazine Luiza possa se tornar o segundo colocado em comércio eletrônico este ano no Brasil, aproveitando os períodos da Black Friday e do Natal no horizonte. Os analistas reconhecem, no entanto, que têm sido muito cautelosos com a rede, apesar da visão positiva da empresa e de seu potencial para ser uma das vencedoras no mercado online brasileiro. Por isso, devem revisar projeções no futuro.

O BB Investimentos também acredita que o resultado do terceiro trimestre da varejista foi positivo, com um expressivo crescimento de vendas no canal online, mesmo diante da reabertura do comércio físico, que também surpreendeu positivamente.

“Os papéis de MGLU3 são um dos poucos do setor varejista que vem apresentando um desempenho espetacular ao longo de 2020. Favorecida pela força do seu ecossistema de vendas e robusto desempenho econômico-financeiro, desde o início do ano os papéis têm descolado da performance do Ibovespa”, disseram os analistas do banco. Com esse cenário, o banco elevou o preço-alvo de 2021 para R$ 34,70, ante R$ 18,38, com manutenção da recomendação de compra.

O Credit Suisse, por sua vez, destacou “um resultado bastante forte que indicou uma combinação interessante de crescimento fantástico com geração de caixa excelente”.

Para os analistas do banco suíço, a rede vem provando a capacidade de se reinventar muitas vezes ao longo dos anos, mesmo nas ocasiões em que poderia parecer que o papel estava caro. A previsão é que a empresa ainda tenha potencial para evoluir, apesar das dúvidas do ambiente macroeconômico no ano que vem.