Ações do BTG Pactual têm terceiro maior volume da B3 após nova operação da PF

Por Danielle Fonseca

São Paulo – A units do banco BTG Pactual chamam a atenção hoje ao caírem mais de 15% e ficarem entre as ações mais negociadas da B3, somente atrás dos papéis da Petrobras e da Vale. As ações reagem à 64a fase da Operação Lava Jato, denominada Pentiti, que teve como um dos alvos o fundador e sócio do BTG, André Esteves.

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Às 16h35 (horário de Brasília), os papéis (BPAC11) caíam 15,52%, a R$ 56,74, movimentado R$ 801,3 milhões.

Com o objetivo de apurar crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de capitais, a operação conta com informação da delação do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Ao todo, 80 policiais federais foram cumprir 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, tendo como alvos nomes como o de Esteves e Graça Foster, ex-presidente da Petrobras.

A PF também investiga a existência de corrupção envolvendo o BTG e a Petrobras e em projeto de desinvestimento de ativos no continente africano – conduta que pode ter lesado os cofres públicos em pelo menos um US$ 1,5 bilhão, que equivalem hoje a aproximadamente R$ 6 bilhões.

Os analistas da Levante Investimentos lembram que Esteves já foi preso em 2015, poe tentativa e obstrução de justiça, e que a notícia da nova operação envolvendo o BTG “deve trazer de volta o fantasma do risco de imagem, o que poderá afetar as ações do banco (BPAC11) e também do Banco Pan (BPAN4), cujo controlador é o BTG”.

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