Ações de siderúrgicas resistem à redução de cota de importação pelos EUA

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(Foto: Freeimages/Daniel Vazquez)

São Paulo – A redução da cota de importação de aço semiacabado do Brasil pelo governo dos Estados Unidos até o final de 2020 não deve ter impacto relevante para os papéis do setor (CSN, Usiminas e Gerdau), avaliam os analistas do Credit Suisse. Os papéis da CSN, por exemplo, que abriram em queda, já passaram a subir e estão entre as maiores altas do Ibovespa.

Às 16h53 (horário de Brasília), as ações da CSN (CSNA3) subiam 1,83%, a R$ 15,53. Os papéis da Usiminas (USIM5 -0,09%), por sua vez, tinham leve queda, enquanto os da Gerdau (GGBR4 -1,37%) recuavam um pouco mais.

Os analistas do banco destacam que o impacto da redução é de apenas quatro meses e que os produtores do País só exportam cerca de 5% do total de aço semiacabado para os Estados Unidos. Segundo o Credit Suisse, os maiores exportadores para o território norte-americano são ArcelorMittal e CSA, que não estão listadas na Bolsa.

Para a agência de classificação de riscos Moody’s a decisão é negativa para o setor, mas também terá pouco efeito para CSN, Usiminas e Gerdau. A avaliação é que a CSN e Usiminas não têm grande exposição aos Estados Unidos. Já a Gerdau poderia até se beneficiar de um maior protecionismo norte-americano, já que possui operações no país.

No caso da CSN, investidores também seguem mais animados com o papel depois
de informações de que a companhia quer fazer o oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da CSN Mineração.

A decisão de redução da cota de importação foi publicada em decreto do presidente Donald Trump e desfaz parte do acerto feito em meados de 2018, quando
a Casa Branca decidiu excluir o Brasil da lista de países que deveriam pagar uma tarifa de 25% para exportar aço para os Estados Unidos. Segundo o decreto, houve mudanças no mercado de aço norte-americanos desde então.