Ações da Renner sobem apesar de efeito da pandemia no 2T20

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Foto divulgação: Lojas Renner

São Paulo – Apesar das dificuldades trazidas pela pandemia do coronavírus e do fechamento de lojas físicas, o que impactou o balanço do segundo trimestre das Lojas Renner, analistas veem boas perspectivas à frente, o que faz as ações da varejista avançarem. Às 12h25 (horário de Brasília), os papéis da rede (LREN3) subiam 4,07%, a R$ 45,21.

“No geral, este foi um trimestre claramente difícil, mas a Renner fez progressos em várias frentes, principalmente mudando seus clientes de serviços financeiros para canais digitais e com a aceleração do crescimento do comércio eletrônico”, afirmaram os analistas do Bradesco BBI, em relatório.

Segundo os analistas, a queda de 73% na receita de varejo na comparação anual veio em linha com a sua expectativa, enquanto o ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de varejo de R$ 280 milhões veio ligeiramente pior do que a estimativa de R$ 239 milhões.

No entanto, destacam que o mercado deve focar na atualização que a administração deu em relação ao comércio atual, já que todas as lojas já estão abertas e nas últimas semanas as vendas ficaram próximas aos níveis do ano anterior. “Isso segue atualizações relativamente otimistas da C&A e da Guararapes recentemente, mas é mais positivo na margem e provavelmente será bem recebido pelos investidores”, disseram.

Segundo a companhia, o tráfego nas lojas também está agora próximo aos níveis do ano anterior, tendo sido mais fraco mesmo entre as lojas que reabriram ao longo do segundo trimestre. Outro ponto positivo destacado foi o crescimento do comércio eletrônico que cresceu 239% em julho frente o mesmo mês do ano passado. A recomendação do banco é neutra, com preço-alvo de R$ 46,00.

Já os analistas do BB Investimentos afirmam que o resultado do trimestre veio fraco, assim como observado em outras companhias varejistas de vestuário, que foi um dos segmentos mais impactados pelo covid-19. “O fechamento das lojas físicas e redução do tráfego de pessoas repercutiu em queda de receita e um ambiente mais promocional, o que levou à piora dos resultados na comparação anual”, disseram, em relatório.

Porém, destacaram como positivo o reconhecimento de créditos fiscais no período e boas perspectivas à frente. O banco manteve o preço-alvo de R$ 37,10, com manutenção da recomendação neutra. “Nossa recomendação baseia-se na tese de que a Lojas Renner é a companhia mais eficiente no seu segmento e, apesar dos percalços de curto prazo, deve retomar rapidamente o desempenho operacional pré-crise”, avaliam.