Ação do Iguatemi salta após balanço e puxa demais shoppings

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São Paulo – As ações do Iguatemi aceleraram ganhos e estão entre as maiores altas do Ibovespa, ao lado da Multilplan e BrMalls, depois que o que balanço do segundo trimestre veio dentro do esperado pelo mercado, mas deu esperanças de que o cenário para o setor pode não ser tão negativo como o esperado. O Bradesco BBI manteve recomendação “outperform” (equivalente à compra) para os papéis, com preço-alvo de R$ 49,00.

Às 12h55 (horário de Brasília), as ações da companhia (IGTA3) avançavam 8,59%, para R$ 35,35, a maior valorização do índice no momento. Em seguida, aparecem as ações da Multiplan (MULT3 8,57%) e as da BrMalls  (BRML3 8,46%).

“Embora desafiador, o curto/médio prazo não deve trazer mudanças estruturais para o setor de shopping centers, já que os shoppings no Brasil oferecem espaços públicos e atividades de lazer muito necessários. Além disso, o Iguatemi parece estar no caminho certo em termos de redução de custos e despesas”, disseram os analistas do BBI, em relatório.

Os analistas destacaram que, embora a receita líquida do Iguatemi tenha caído 14%, para R$ 161 milhões no segundo trimestre, a Iguatemi fez um bom trabalho reduzindo seus custos e despesas. “Os custos caíram 21% na comparação anual, uma vez que taxas mais baixas de condomínio durante o trimestre indicam custos mais baixos de áreas vagas para a empresa. Além disso, as despesas gerais e administrativas caíram 42% na base anual devido a uma impressionante redução de 62% nas despesas com pessoal”, afirmaram. 

Por outro lado, afirmam que outras despesas aumentaram para R$ 8 milhões, ante R$ 4 milhões no segundo trimestre de 2019, uma vez que a Iguatemi aumentou seu provisionamento para contas duvidosas para refletir uma abordagem mais conservadora em relação aos aluguéis.

Já para os analistas do BTG Pactual, embora os resultados da companhia não tenham esclarecido as preocupações de longo prazo, “o trimestre deu algum conforto de que o curto prazo pode não ser tão ruim quanto o esperado”.

Eles destacaram que mesmo shoppings permanecendo fechados por cerca de 75% do período e oferecendo descontos completos para a maioria dos inquilinos, o Iguatemi conseguiu reportar margem ebitda positiva e alta de 46%, gerar R$ 4 milhões em fluxo de caixa operacional e manter uma alta taxa de ocupação, em 93,6%. 

Os analistas do banco ainda acreditam que o papel oferece um ponto de entrada atraente para investidores de longo prazo que buscam shoppings premium e dominantes.