Ação da Vale oscila após interdição de terminal Ilha da Guaíba, no RJ

São Paulo – As ações da Vale operam entre as maiores quedas do Ibovespa depois que a prefeitura de Mangaratiba, no Rio de Janeiro, interditou as operações da mineradora no Terminal Ilha da Guaíba em função do descumprimento da legislação ambiental e problemas com licenças. Os analistas da XP Investimentos avaliam que os atrasos em embarques sejam da ordem de 70 mil toneladas de minério por dia de paralisação.

Às 13h11 (horário de Brasília), as ações da Vale (VALE3) ensaiavam uma alta, com ganhos de 0,12%, a R$ 44,15, depois de caírem mais de 1% mais cedo.

O terminal, que possui capacidade de exportar 40 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, já foi interditado por duas vezes nos últimos dois anos e multado em mais de R$ 1 milhão, segundo as autoridades locais.

Procurada, a Vale disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que as licenças para a operação do Terminal da Ilha Guaíba estão válidas. A empresa afirmou que vai adotar todas as medidas cabíveis para garantir o pronto restabelecimento das atividades.

Os analistas da XP, lembram, em relatório, que o Terminal de Ilha Guaíba foi responsável pela exportação de 23,7 milhões de toneladas de minério de ferro em 2020, o que levou ao cálculo de atrasos de 70 mil toneladas diariamente, caso a paralisação perdure.

No entanto, eles destacam que na última segunda-feira (19), a CSN também foi surpreendida com a paralisação de seus terminais no Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, devido a irregularidades ambientais, mas que a companhia conseguiu uma liminar na Justiça que manteve o funcionamento do porto.

“Esperamos uma reação neutra do mercado. Mantemos nossa recomendação de compra para Vale, com preço-alvo de R$ 122 por ação”, afirmaram.