Abraham Weintraub anuncia saída do Ministério da Educação

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, na Câmara dos Deputados para detalhar como será feito o bloqueio de verbas de universidades públicas e institutos federais. O ministro foi convocado para falar sobre bloqueio de recursos.

São Paulo –  O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou que deixará o cargo para assumir uma posição de diretor no Banco Mundial. Em vídeo publicado em sua conta no Twitter, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, ele disse que continua apoiando o chefe do Executivo.

“Sim, dessa vez é verdade. Estou saindo do MEC”, disse Weintraub, em referência ao Ministério da Educação. “Vou começar a transição agora e nos próximos dias passo o bastão para ministro que ficará no meu lugar”, acrescentou.

“Nesse momento não quero discutir os motivos da minha saída. O importante é dizer que recebi convite para ser diretor de um banco”, afirmou o ministro, acrescentando em seguida que o cargo é no Banco Mundial e que a indicação já foi referendada por Bolsonaro.

O presidente também fala no vídeo, afirmando que o momento é “difícil”, que “todos os compromissos da campanha eleitoral continuam de pé” e que a “confiança você não compra, adquire”. Ao final, ele diz que faz “o que o povo quiser”.

Weintraub virou notícia nas últimas semanas após ter sido convocado para depôr sobre declarações de que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) eram “vagabundos” e deveriam estar na cadeia. Ele também participou recentemente de uma manifestação em apoio ao governo e contrária ao STF.

O presidente Jair Bolsonaro disse que o ministro “não foi muito prudente”, em participar da manifestação e que ele estava representando a si próprio, e não ao governo”, durante o ato.

Weintraub, em um de seus últimos atos como ministro, revogou uma portaria que determinava às universidades federais a implementação de políticas de reserva de vagas em cursos de pós-graduação para pessoas pretas e pardas.

A medida foi amplamente criticada por partidos da oposição. A deputada Tabata Amaral (PDT-SP) afirmou em seu canal no Twitter que protocolará um projeto de lei para suspender a decisão do ministro.