RADAR DO DIA: Atenção a previsão do PIB, Petrobras e cenário político

São Paulo – Os investidores devem ficar atentos na volta do feriado a mais uma revisão para baixo nas estimativas do mercado a respeito do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a declarações de membros do governo ao longo dos últimos dias e às ações da Petrobras.

Segundo o boletim Focus, que reúne semanalmente projeções do mercado para os principais indicadores econômicos, os investidores diminuíram pela oitava vez a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, a 1,71%. A projeção para a expansão da economia em 2020 recuou pela quinta vez, a 2,50%.

Parte do pessimismo deve-se à demora na tramitação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. A expectativa era de que o assunto fosse votado na semana passada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), mas agora o governo indicou que vai ceder em alguns pontos da reforma para que seja possível aprovar o assunto na comissão nesta semana.

A reforma da Previdência é tida como a reforma mais importante para equilibrar as contas públicas e dar previsibilidade fiscal ao Planalto, que apresentou recentemente estimativas de que haverá déficit primário no Brasil pelo menos até 2022.

Ao longo do fim de semana, o líder do governo na Câmara dos Deputados, Vitor Hugo (PSL-GO), admitiu que o Planalto ainda carece de uma base formal de aliados e que, enquanto ela não se formar, o Executivo enfrentará contratempos em assuntos de seu interesse.

Soma-se a esta declaração outro comentário, desta vez do líder do PSL na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (PSL-GO), afirmando que a proposta será reformatada para atender aos interesses do chamado “centrão” – um bloco parlamentar informal que reúne mais da metade dos assentos na Câmara dos Deputados.

Outro elemento que pode mexer com o mercado hoje diz respeito a declarações do secretário da Receita, Marcos Cintra, reiterando críticas à proposta de tarifar os dividendos distribuídos pelas empresas.

Em âmbito corporativo, a Petrobras confirmou a extensão de acumulação de óleo e gás na área de Moita Bonita, em águas profundas na Bacia de Sergipe, após terminar de perfurar o poço 3-SES-192. A empresa também disse que ainda não contratou bancos para avançar com o processo de venda da BR Distribuidora.

No setor financeiro, o conselho de administração da BB Seguridade Participações cancelou a assembleia geral extraordinária que iria acontecer no dia 24 de abril, com o objetivo de avaliar a proposta de alteração do estatuto social e a extensão dos requisitos e impedimentos definidos para indicações de membros aos cargos de administração.

A CVC Brasil emitiu 708,7 milhões em debêntures em duas séries e com vencimento em 18 de abril de 2023 e 2025. Cada debênture emitida tem valor de R$ 1 mil, sendo que as da série com  vencimento em 2023 têm juros remuneratórios de 108,50%, com redução de 0,25 ponto percentual sobre a taxa teto, enquanto os títulos com vencimento em 2025 darão direito a juros de 111,50% da variação acumulada das taxas médias dos Depósitos Interfinanceiros de um Dia (DI). Os valores arrecadados serão totalmente destinados ao reforço de capital da companhia.

Os acionistas da Suzano Papel e Celulose aprovaram em assembleia geral ordinária (AGO) a destinação de R$ 3,465 milhões para o pagamento dividendos mínimos obrigatórios referentes ao lucro do exercício 2018 da companhia.

Edição: Gustavo Nicoletta

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com