Vendas no varejo caem mais que o esperado em dezembro

13/02/2019 09:34:34

Por: Olívia Bulla / Agência CMA

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Foto: NelsonNY/FreeImages.com

São Paulo – As vendas do comércio varejista restrito, que excluem veículos e material de construção, caíram 2,2% em dezembro em relação a novembro, quando interromperam dois meses seguidos de queda e subiram 3,1% (dado revisado). A queda em dezembro é bem maior que a previsão de -0,10%, conforme a mediana calculada pelo Termômetro CMA.

Já na comparação com dezembro de 2017, as vendas no varejo subiram pela quinta vez seguida, em +0,6%, também bem abaixo da previsão, de +4,00%. Ainda assim, o comércio varejista encerrou 2018 com alta de 2,3%, no maior aumento em cinco anos. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mesmo assim, o IBGE informa que o crescimento acumulado de 4,4% nos últimos dois anos ainda não foi suficiente para recuperar a queda de 10,3% registrada pelo setor em 2015 e 2016. Segundo a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, apesar da alta registrada em 2018, as vendas perderam fôlego no segundo semestre. Considerando-se apenas o quarto trimestre do ano passado, houve alta de 2,2% em relação ao mesmo período de 2017.

Já no resultado mensal, cinco das oito atividades registraram queda na passagem de novembro para dezembro. Entre os destaques estão justamente os setores que tiveram alta expressiva devido às promoções da Black Friday. São eles: outros artigos de uso pessoal e doméstico (-13,1%); móveis e eletrodomésticos (-5,1%) e tecidos, vestuário e calçados (-3,7%).

Na outra ponta, registraram avanço em dezembro em relação a novembro os segmentos de livros, jornais, revistas e papelaria (5,7%); combustíveis e lubrificantes (1,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,4%).

Em relação a dezembro de 2017, houve alta em apenas três das oito atividades pesquisadas: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,2%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico
(2,2%).

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