Vendas no varejo caem mais que o esperado em abril

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Foto: NelsonNY/FreeImages.com

Por: Olívia Bulla

São Paulo – As vendas do comércio varejista restrito, que excluem veículos e material de construção, caíram 0,6% em abril em relação a março, após ficar estável em março (+0,1%) e em fevereiro (-0,1%), segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda é maior que a previsão, de -0,1%, conforme mediana calculada pelo Termômetro CMA.

Já na comparação com abril de 2018, as vendas no varejo restrito subiram 1,7%, menos que a previsão de +2,7%, voltando a registrar alta, após terem interrompido em março sete resultados positivos consecutivos nesse confronto. Até abril, o varejo restrito acumula altas nas vendas de 0,6% no ano e de 1,4% nos últimos 12 meses.

Em base mensal, cinco das oito atividades pesquisadas registraram queda na passagem de março para abril. Entre os destaques negativos, estão hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,8%) e tecidos, vestuário e calçados (-5,5%). Na outra ponta, destaque para a alta em móveis e eletrodomésticos (+1,7%).

Já em relação a abril de 2018, também houve retração em cinco das oito atividades pesquisadas no comércio varejista restrito. Os destaques positivos ficaram com outros artigos de uso pessoal e doméstico (+13,4%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+1,6%); enquanto combustíveis e lubrificantes (-3,6%) foram o destaque negativo.

Em relação ao comércio varejista ampliado, que incluem veículos e material de construção, as vendas ficaram estáveis em abril ante março, com ajuste sazonal, mas avançaram 3,1% no confronto com um ano antes. Com isso, as vendas no varejo ampliado acumulam altas de 2,5% no ano e de 3,5% em 12 meses, até abril.

Em base mensal, as vendas no segmento de material de construção cresceram 1,4%, enquanto o segmento de veículos, motos, partes e peças oscilou em alta de 0,2%. Já em relação a um ano antes, o segmento ligado à reformas e construção teve leve aumento de 4,1%, enquanto o ligado aos automóveis avançou 6,9%.