Vendas no varejo caem 0,1% em maio, abaixo do esperado, aponta IBGE

Por Flávya Pereira

São Paulo – As vendas do comércio varejista restrito, que excluem veículos e material de construção, caíram 0,1% em maio em relação a abril, após cair em abril 0,4% em dado revisado, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda é maior que a previsão, de +0,1%, conforme mediana calculada pelo Termômetro CMA.

Na comparação com maio de 2018, as vendas no varejo restrito subiram 1,0%, menos que a previsão de +1,30%, na segunda alta seguida. Até maio, o varejo restrito acumula altas nas vendas de 0,7% no ano e de 1,3% nos últimos 12 meses.

Apesar do resultado praticamente estável em base mensal, seis das oito atividades pesquisadas registraram alta na passagem de abril para maio. Entre os destaques estão hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+1,4%); tecidos, vestuário e calçados (+1,7%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (+2,2%). Na outra ponta, destaque para a queda em outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,4%) e combustíveis e lubrificantes (-0,8%).

Já em relação a maio de 2018, também houve avanço em cinco das oito atividades pesquisadas no comércio varejista restrito. Os destaques positivos ficaram com artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+7,9%); móveis e eletrodomésticos (+5,8%) e combustíveis e lubrificantes (+1,6%). Em contrapartida, o recuo mais intenso foi em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,2%); e livros, jornais, revistas e papelaria (-16,6%).

Quanto ao comércio varejista ampliado, que incluem veículos e material de construção, as vendas tiveram leve alta de 0,2% em maio ante abril, com ajuste sazonal, mas avançaram 6,4% no confronto com um ano antes. Com isso, as vendas no varejo ampliado acumulam altas de 3,3% no ano e de 3,8% em 12 meses, até maio.

Em base mensal, as vendas no segmento de material de construção caíram 2,1%, enquanto o segmento de veículos, motos, partes e peças oscilou em queda de 1,8%. Já em relação a um ano antes, o segmento ligado à reformas e construção avançaram 11,6%, enquanto o ligado aos automóveis tiveram forte alta de 22,3%.