Venda no varejo contraria previsão e cai pelo 3º mês em julho

13/09/2018 11:13:18

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Varejo

Interior de loja de eletrodomésticos com diversos televisores tela plana em shopping center. (Foto: Marcos Santos / USP Imagens)

São Paulo – As vendas do comércio varejista restrito, que excluem veículos e material de construção, caíram pelo terceiro mês consecutivo em julho, em -0,5% em relação a junho, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado contrariou a previsão de alta de 0,3%, conforme a mediana calculada
pelo Termômetro CMA.

Já na comparação com julho de 2017, as vendas no varejo interromperam 15 meses seguidos de resultados positivos e caíram 1,0%. O resultado também contrariou a previsão, de +1,00%. Ainda assim, as vendas no varejo restrito
acumulam altas de 2,3% no ano e de 3,2% em 12 meses, até julho.

Entre as atividades, cinco das oito pesquisadas registraram taxas negativa na passagem de julho para junho, com destaque para móveis e eletrodomésticos (-4,8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,5%). Em contrapartida, destaque para a alta em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+1,7%).

Na comparação anual, também houve queda em cinco das oito atividades pesquisadas, com destaque para combustíveis e lubrificantes (-9,2%) e móveis e eletrodomésticos (-6,9%). Na outra ponta, destaque novamente para a alta em
hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+1,4%).

Entre os locais pesquisados, o comércio varejista restrito recuou em 17 das 27 unidades da federação em julho ante junho, com destaque, em termos de magnitude, para Acre (-6,1%), Amazonas (-5,0%) e Amapá (-3,7%). Em relação a
julho de 2017, houve queda em 16 das 27 unidades da federação, com destaque para Amapá (-9,0%), Distrito Federal (-6,0%) e Minas Gerais (-5,9%).

VAREJO AMPLIADO

As vendas do varejo ampliado, que  incluem veículos e material de construção, caíram 0,4% em julho em relação
a junho, com ajuste sazonal. Porém, na comparação com julho de 2017, houve alta de 3,0%, no décimo quinto aumento seguido nesse confronto. Com isso, as vendas no varejo ampliado acumulam altas de 5,4% no ano e de 6,5% nos últimos
12 meses, até julho.

Em base mensal, o segmento de material de construção teve queda de 2,7% nas vendas, enquanto o segmento de veículos, motos, partes e peças recuou 0,8%. Já em relação a um ano antes, as variações dessas atividades foram positivas em +2,2% e +16,9%, respectivamente.

Segundo o IBGE, é importante destacar a influência da base de comparação anual elevada, por causa da liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ocorrida entre março e julho do ano passado.

Entre os resultado regionais, as vendas do comércio varejista ampliado aumentaram em 19 das 27 unidades da Federação em relação a julho de 2017. Os destaques positivos, no período, ficaram com Tocantins (+16,0%) e Espírito
Santo (+11,2%). Na outra ponta, o maior recuo se deu no Amapá (-7,3%).

Na comparação com junho, 17 das 27 unidades da Federação apresentaram variações negativas, com destaque para Amapá (-6,0%), Acre (-4,1%) e Alagoas (-3,6%).

Edição: Eliane Leite (e.leite@cma.com.br)