Vamos anunciar ação recíproca à tolice de Macron em breve, diz Trump

O presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação/ Casa Branca

Por Cristiana Euclydes

São Paulo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou aplicar tarifas a produtos importados da França, após o governo do presidente francês, Emmanuel Macron, aplicar um imposto digital que
prejudica empresas de tecnologia norte-americanas.

“A França acabou de aplicar uma taxa digital sobre as nossas grandes empresas de tecnologia norte-americanas. Se alguém as taxar, deveria ser o seu país de origem, os Estados Unidos. Anunciaremos uma ação recíproca substancial sobre a tolice de Macron em breve. Eu sempre disse que o vinho norte-americano é melhor que o francês!”, disse Trump, no Twitter.

O Imposto sobre Serviços Digitais (DST, na sigla em inglês) prevê uma taxa de 3% sobre a receita anual total gerada por empresas de fornecimento de serviços digitais para usuários franceses.

O novo imposto aplica-se apenas a empresas com receita anual total dos serviços cobertos de pelo menos 750 milhões de euros globalmente e 25 milhões de euros na França. As gigantes norte-americanas Apple, Facebook, Amazon e Alphabet, controladora do Google, serão afetadas pela taxa.

Quando a lei foi aprovada no Senado francês, em meados de julho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), disse que os serviços cobertos são aqueles em que as empresas norte-americanas são líderes globais, e que a França está visando injustamente a empresas com sede nos Estados Unidos. O escritório iniciou uma investigação formal sobre a legalidade do imposto francês.

A nova ameaça de Trump pode aumentar as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a Europa. Trump impôs, no ano passado, tarifas sobre as importações de aço e alumínio da União Europeia (UE), e ameaçou aplicar taxas a automóveis europeus se os dois lados não chegarem a um acordo comercial.

A UE se mostrou aberta a negociar, mas sem incluir produtos agrícolas na conversa, uma demanda norte-americana. Além disso, os dois lados disputam na Organização Mundial do Comércio (OMC) há cerca de 15 anos sobre subsídios estatais concedidos às fabricantes de aeronaves concorrentes Boeing e Airbus.

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