Vale registra prejuízo de US$ 1,642 bilhão no 1º trimestre

Por Allan Ravagnani

(Foto: Matt Writtle/Vale)

São Paulo – O rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) custou, além de toda a tragédia humana e ambiental, um prejuízo líquido de US$ 1,642 bilhão no primeiro trimestre de 2019, revertendo lucro aferido no ano anterior.

A média das previsões feitas por bancos, corretoras e casas de análise levantada pela Agência CMA apontava para um lucro líquido de US$ 2,958 bilhões no período.

A receita líquida da companhia caiu para US$ 8,203 bilhões no período, abaixo da expectativa dos analistas, que esperavam por R$ 9,109 bilhões.

A receita com minerais ferrosos caiu 3% no trimestre, ficando em US$ 6,343 bilhões, o preço médio realizado do minério de ferro foi de US$ 82,7 por tonelada, uma alta de 11,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Vale em termos ajustados – que incluem dividendos recebidos de coligadas e excluem ganhos ou perdas na venda de ativos e despesas não recorrentes -, ficou negativo pela primeira vez na história da companhia, totalizando US$ 652 milhões.

De acordo com o relatório da empresa, o impacto financeiro da ruptura da barragem de Brumadinho no ebitda do primeiro trimestre foi de US$ 4,954 bilhões devido às provisões para os programas e acordos de compensação (US$ 2,423 bilhões), provisão para descomissionamento de barragens de rejeito (US$ 1,855 bilhão), despesas incorridas diretamente relacionadas a Brumadinho (US$ 104 milhões), volumes perdidos (US$ 290 milhões), despesas de parada (US$ 160 milhões) e outros (US$ 122 milhões).

O ebitda da Vale também foi impactado pelo menor volume de vendas de minério de ferro e pelotas. A previsão do mercado era de um ebitda positivo, na ordem de US$ 7,722 bilhões.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com