Trump volta a pressionar Fed e pedir corte na taxa de juros

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/ Foto: Divulgação/ Casa Branca

São Paulo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) deveria encerrar com o aperto monetário e cortar a taxa de juros.

“Eu, pessoalmente, acho que o Fed deveria cortar juros. Não há
inflação, e eu diria que em termos de aperto quantitativo, deveria haver um
afrouxamento monetário”, afirmou Trump em declaração a repórteres.

“Há pouca inflação e, por isso, acho que eles deveriam cortar os juros e
se livrar de um aperto quantitativo. Apesar disso, estamos indo muito bem”, acrescentou.

Em sua última reunião de política monetária, em março, o Fed sinalizou que não aumentar os juros até o fim do ano e que encerraria a estratégia de
redução gradual do balanço de ativos em setembro. Atualmente, a taxa de juros nos Estados Unidos está na faixa entre 2,25% e 2,50% ao ano.

CHINA

Trump também foi questionado sobre a evolução das negociações comerciais com a China. Segundo ele, há progresso nas conversas, incluindo questões-chave como a transferência forçada de tecnologia. Ele se encontrou ontem com o vice-premiê chinês, Liu He, na Casa Branca.

“A reunião com a China foi um grande sucesso”, disse Trump. “Temos uma
relação muito boa. Não quero prever se teremos um acordo comercial ou não. Estamos indo muito bem. Realmente negociamos provavelmente os dois pontos mais difíceis de forma bem sucedida para o nosso país, e a China entende. A China tem tirado vantagem do nosso país por 30 anos e não podemos fazer isso mais”, disse Trump.

Ontem, após a reunião com Liu He, Trump disse que o acordo comercial pode ser firmado em de quatro a seis semanas e que, se houver um acordo, ele e o presidente chinês, Xi Jinping, vão marcar uma reunião para assiná-lo. Apesar dos avanços na área de tecnologia, alguns pontos permanecem em aberto, como as tarifas, disse Trump.

A China quer que as sobretaxas norte-americanas a seus importados sejam
retiradas caso os dois lados assinem um acordo, mas Trump quer manter algumas taxas “por um período significativo” até certificar-se de que a China cumprirá o que foi negociado.

MÉXICO

Sobre o México, o presidente norte-americano disse que o governo mexicano já apreendeu 14 mil pessoas na fronteira sul com os Estados Unidos em uma iniciativa que visa inibir a imigração ilegal. No entanto, ele voltou a ameaçar o México com sobretaxas por permitir que caravanas cheguem à região para tentar cruzar a divisa.

“O governo mexicano tem feito mais nesses últimos quatro dias do que em
15 anos”, disse Trump em breve declarações a repórteres. “Se o México
não garantir a segurança da fronteira, os Estados Unidos vão taxas os
veículos mexicanos”, acrescentou.

Trump já havia feito essa ameaça ontem, afirmando que seu governo estava
dando um alerta de um ano para que o governo mexicano tome providências para impedir a aproximação de caravanas, especialmente vindas da América Central.

Questionado sobre a imposição de tarifas diante do Acordo Estados Unidos
México Canadá (USMCA, na sigla em inglês), Trump disse que o pacto não está relacionado com a decisão de seu governo de sobretaxar os veículos mexicanos. “O USMCA vai muito bem e é um acordo paralelo”, acrescentou.

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