Trump veta lei que acabaria presença militar norte-americana no Iêmen

Por Carolina Gama

São Paulo – O presidente norte-americano, Donald Trump, vetou ontem como era esperado – uma lei aprovada pelo Congresso que encerraria a presença militar dos Estados Unidos na guerra do Iêmen.

Aviões militares norte-americanos em treinamento (Foto: Sargento Jimmie D. Pike / Força Aérea EUA)

“Essa resolução é desnecessária. É uma tentativa perigosa de enfraquecer meus poderes, ameaçando a vida de cidadãos norte-americanos e desconsiderando o trabalho dos militares agora e no futuro”, disse Trump em uma nota.

Washington fornece bilhões de dólares em armas para a coalizão liderada pela Arábia Saudita que luta contra os rebeldes apoiados pelo Irã no Iêmen. O Congresso norte-americano tem manifestado preocupação com os milhares de civis mortos nos ataques aéreos da coalizão desde o início do conflito em 2014.

Os legisladores norte-americanos aprovaram o fim da presença militar dos Estados Unidos no Iêmen outras vezes em meio às crescentes críticas a Trump por não condenar a Arábia Saudita pelo assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, crítico do reino e que vivia nos Estados Unidos.

Khashoggi foi ao consulado saudita em Istambul em outubro do ano passado e de lá nunca mais saiu. Agências de inteligência norte-americanas indicam que o príncipe saudita Mohammed bin Salman estaria envolvido na morte do jornalista.

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