Trump sanciona tarifa de 25% para aço e 10% para alumínio importados aos EUA

08/03/2018 18:56:26

Por: Carolina Gama / Agência CMA

São Paulo – O presidente norte-americano, Donald Trump, sancionou – como era amplamente esperado – tarifas de 25% sobre o aço e de 10% para o alumínio importados alegando uma questão de segurança nacional. A medida, que terá efeito em 15 dias, deve excluir alguns países como Canadá e México, cuja imposição das taxas está condicionada à conclusão das renegociações do Tratado Norte-Americano de Livre-Comércio (Nafta, em inglês).

“Vamos usar o período de 15 dias para analisar caso a caso. Parceiros e aliados militares dos Estados Unidos, por exemplo, podem integrar a lista de exceções das tarifas dos metais. Também podemos ser mais flexíveis com aqueles países que cumprem suas obrigações com defesa”, disse Trump. “No caso de Canadá e México, se as renegociações do Nafta fracassarem, as tarifas serão impostas imediatamente”, acrescentou.

Embora Trump tenha reforçado que as tarifas, baseadas em estudos, estão sendo adotadas para proteger a indústria nacional do aço e do alumínio, ele fez questão de ressaltar que a medida é flexível e que tem como objetivo combater subsídios oferecidos por governos estrangeiros e que permitem que alguns metais entrem nos Estados Unidos a preços mais baixos.

Neste sentido, o presidente norte-americano citou a China – acusada diversas vezes por ele de utilizar práticas comerciais questionáveis para obter vantagens nas trocas com os Estados Unidos. “Estamos em um processo de negociação comercial com a China para que o déficit comercial que temos com os chineses diminua. Estamos aguardando as propostas para resolver essa questão”, disse.

Sob o risco de provocar uma guerra comercial com a imposição dessas tarifas, Trump afirmou que os Estados Unidos adotarão um sistema tarifário recíproco. “Serão tarifas espelhadas: se um país taxa um produto norte-americano, faremos o mesmo porque defendemos um comércio justo e equilibrado”, disse. “A era de práticas injustas no comércio de aço e alumínio acabam hoje”, completou.

Edição: Eduardo Puccioni (e.puccioni@cma.com.br)

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