Tribunal da Venezuela decide retirar imunidade parlamentar de Guaidó

Autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó. Foto: Wikimedia Commons

São Paulo – O presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, Maikel Moreno, solicitou ontem o fim da imunidade parlamentar do autoproclamado presidente interino Juan guiado, aumentando as chances dele ser preso.

Segundo ele, a saída de Guaidó do país sem autorização infringiu a medida do tribunal, que tinha proibido viagens internacionais. Com isso, o Supremo voltou a proibi-lo de sair do país, e decidiu bloquear as contas bancárias ou qualquer instrumento financeiro dentro do território venezuelano.

“Declaramos também desacato e se impõe uma multa que pode ser recorrida. E o fim da imunidade parlamentar do deputado”, afirmou em leitura de decisão.

Guaidó é deputado eleito pela Assembleia Nacional do país. Em janeiro, ele se declarou presidente interino do país, solicitando a transição de governo e uma nova eleição democrática, e por isso se tornou líder da oposição ao governo de Nicolás Maduro.

A decisão do Supremo Tribunal é mais uma das medidas tomadas contra Guaidó. Na semana passada, o controlador-geral da Venezuela, Elvis Amoroso, resolveu impedir por 15 anos que o autoproclamado presidente interino venezuelano realize exercícios de atividades públicas, acusando-o de não justificar a origem de seus fundos para o financiamento de viagens.

No início de março, Guaidó realizou viagens para o Paraguai, Colômbia, Equador, Brasil e Argentina. Além dele, sua esposa, Fabiana Rosales, viajou ontem para os Estados Unidos, onde se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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