Taxa de desocupação aumenta a 12,4%

Carteira de trabalho. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

São Paulo – A taxa de desocupação da população brasileira foi estimada em 12,4% no trimestre móvel até fevereiro, ficando 0,9 ponto percentual (pp) acima do observado no trimestre anterior (11,6%), referente ao período entre setembro e novembro de 2018, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou em linha com a mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA, de 12,4%.

Trata-se da segunda alta consecutiva na taxa de desocupação neste início de ano. Com o resultado, a taxa de desocupação repete a taxa apurada no trimestre móvel de abril a junho de 2018, referente ao segundo trimestre do ano passado, quando estava em iguais 12,4%. Já na comparação com o mesmo período anterior, referente ao trimestre móvel de dezembro de 2017 a fevereiro de 2018, quando estava em 12,6%, houve estabilidade, segundo o IBGE.

Ao final de fevereiro deste ano, a população desocupada somava 13,1 milhões de pessoas, alta de 7,3% (mais 892 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior, de setembro a novembro de 2018, mas estável no confronto com igual trimestre do ano passado.

Por sua vez, a população ocupada totalizou 92,1 milhões de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019, com queda de 1,1% (menos 1,062 milhão de pessoas) em relação ao trimestre anterior, mas alta de 1,1% frente a igual período de 2018 (mais 1,036 milhão de pessoas).

Segundo o IBGE, a população fora da força de trabalho totaliza 65,7 milhões e é recorde na série histórica, com altas de 0,9% (mais 595 mil pessoas) frente ao trimestre de setembro a novembro de 2018 e de +1,2% (mais 754 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2018.

Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado (exceto trabalhadores domésticos) somou 33,0 milhões, estável nas duas bases de comparação, enquanto os empregados sem carteira assinada somaram 11,1 milhões ao final de fevereiro, queda de 4,8% na comparação com o trimestre anterior, mas 3,4% maior (mais 367 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2018.

Além disso, os trabalhadores por conta própria somam 23,8 milhões, estável na comparação com o trimestre anterior, mas alta de 2,8% em relação ao mesmo trimestre de 2018 (mais 664 mil pessoas).

Já em relação à renda, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.285 no período entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019, alta de 1,6% frente ao trimestre anterior, mas estável em relação ao mesmo período do ano passado. A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados nos últimos três meses até o mês passado foi estimada em R$ 205,6 bilhões, estável em ambos os confrontos.

Olívia Bulla / Agência CMA

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