Taxa de desemprego sobe a 12,0%, após três trimestres de queda

27/02/2019 09:34:58

Por: Flávya Pereira / Agência CMA

A taxa de desocupação da população brasileira foi estimada em 12,0% no trimestre móvel até janeiro, referente aos meses de novembro, dezembro e janeiro deste ano ficando 0,3 ponto percentual (pp) acima do observado no trimestre anterior, de 11,7%, referente ao período entre agosto e outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado, porém, ficou acima da mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA, de 11,9 %. Com isso, a taxa de desocupação no Brasil subiu pela primeira vez após três trimestres consecutivos de recuo, e volta ao patamar registrado no trimestre móvel até novembro de 2017. Na comparação com igual período de 2018, quando estava em 12,2%, houve estabilidade, segundo o IBGE.

A população desocupada somou 12,7 milhões de pessoas, alta de 2,6% (mais 318 mil pessoas) em relação ao trimestre imediatamente anterior, de agosto a outubro de 2018, mas estável no confronto com um ano antes. A população ocupada, por sua vez, totalizou 92,5 milhões no trimestre móvel, com quedas de 0,4% (menos 354 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior, porém, cresceu 0,9% frente a igual período de 2018 (mais 846 mil pessoas).

Já o total de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (exceto trabalhadores domésticos) somou 32,9 milhões, estável nas duas bases de comparação, mas o menor da série histórica. Os empregados sem carteira assinado somaram 11,3 milhões ao fim de janeiro, queda de 2,8% em comparação ao trimestre anterior (menos 321 mil pessoas). Em contrapartida, houve alta de 2,9% maior (mais 320 mil pessoas) em relação ao trimestre móvel referente novembro e dezembro de 2017 e janeiro de 2018.

Os trabalhadores por conta própria também chegaram a 23,9 milhões, subindo 1,2% ante o trimestre móvel anterior (mais 291 mil pessoas) e 3,1% em relação ao mesmo trimestre encerrado em janeiro de 2018 (mais 719 mil pessoas). Segundo o IBGE, a informalidade aumenta ainda mais, com influência do crescimento dos trabalhadores por conta própria.

Em relação à renda, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.270 no período entre novembro e janeiro, e cresceu 1,4% frente ao trimestre anterior, mas estável comparação anual. A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados nos últimos três meses foi estimada em R$ 205 bilhões, estável em ambos os confrontos.

Quanto às atividades, houve redução em Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-2,2% ou 192 mil pessoas), Indústria (-2,9% ou menos 345 mil) e outros serviços (-2,8% ou menos 139 mil). Por outro lado, houve aumento no grupo Transporte, armazenagem e correio (+2,8% ou mais 129 mil pessoas).

 

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