Taxa de desemprego cai até maio, mas subutilização é recorde, aponta IBGE

Por Flávya Pereira

São Paulo – A taxa de desocupação da população brasileira foi estimada em 12,3% no trimestre móvel até maio, na segunda leitura seguida de queda, ficando estável em relação ao trimestre anterior (12,4%), referente ao período entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou em linha com a mediana das estimativas coletadas pelo Termômetro CMA, de 12,3%. Já na comparação com o mesmo período anterior, referente ao trimestre móvel de março a maio do ano passado, quando estava em 12,7%, houve uma queda de 0,4pp, segundo o IBGE.

Ao fim de maio deste ano, a população desocupada somava 13,0 milhões de pessoas, estável em relação ao trimestre anterior – de dezembro de 2018 a fevereiro deste ano, e no confronto com igual trimestre do ano passado.

A população ocupada, por sua vez, totalizou 92,9 milhões de março a maio, alta de 1,2% relação ao trimestre anterior (mais 1,067 milhão de pessoas) e alta de 2,6% frente a igual período de 2018 (mais 2,361 milhões de pessoas). Segundo o IBGE, a população fora da força de trabalho somou 64,7 milhões, recuo de 1,2% frente ao trimestre de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019, porém, estável em relação ao mesmo trimestre de 2018.

Com isso, a taxa de subutilização da força de trabalho atingiu 25,0%, recorde da série, com altas de 0,6 pp em relação ao trimestre encerrado em fevereiro deste ano e de 0,6pp na comparação com igual período do ano passado. De acordo com o IBGE, a população subutilizada somou 28,5 milhões, renovando o recorde da série histórica, iniciada em 2012, com altas em ambas as comparações: +2,7% (mais 744 mil) e +3,9% (1,066 milhão), respectivamente.

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (exceto trabalhadores domésticos) seguiu estável frente ao trimestre anterior, com 33,2 milhões de pessoas, mas registrou alta de 1,6% (mais 521 mil pessoas) frente ao mesmo período do ano passado. Enquanto o número de trabalhadores sem carteira assinada somou 11,4 milhões de pessoas, altas de 2,8% ante o período entre dezembro do ano passado e fevereiro, e de 3,4% ante o mesmo trimestre do ano passado.

Já o total de trabalhadores por conta própria somou 24,0 milhões, recorde na série histórica, com altas de 1,4% (mais 322 mil pessoas) e de 5,1% (mais 1,170 milhão de pessoas) frente ao trimestre anterior e ao mesmo período de 2018.

Em relação à renda, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.289 no período entre março e maio deste ano, queda de 1,5% frente ao trimestre de dezembro de 2018 a fevereiro, mas estável na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Por sua vez, a massa de rendimento médio real habitual dos ocupados nos últimos três meses até o mês passado foi estimada em R$ 207,5 bilhões, estável em relação ao trimestre anterior, mas com alta de 2,4% frente ao mesmo período de 2018.

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