S&P projeta alta de 1,2% em emissão global de títulos este ano

Por Carolina Gama

São Paulo – A emissão global de títulos crescer 1,2% este ano em comparação com 2018 diante do afrouxamento monetário e pelo aumento da liquidez promovidos pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e pelo Banco Central Europeu (BCE), segundo a agência de classificação de risco Standard and Poor’s (S&P).

“Como o Fed e o BCE tomaram medidas para afrouxar a política monetária e aumentar o crédito e a liquidez, nossa opinião sobre as condições de empréstimos ficou mais otimista em relação a três meses atrás”, disse a diretora da S&P Global Fixed Income Research, Diane Vazza. “Dito isto, as estimativas do crescimento econômico global continuam a sofrer revisões para baixo, provavelmente moderando a taxa de crescimento para a emissão global de títulos”.

Vazza alerta ainda para tensões geopolíticas prolongadas, que também apresentam risco. Segundo ela, tanto as negociações comerciais entre Estados Unidos e China quanto o processo de saída do Reino Unido da União Europeia – Brexit – foram prorrogadas, afastando resultados negativos imediatos, mas aumentando a incerteza do mercado à medida que surgem mais resultados possíveis.

Desde o final de 2018, as condições de concessão de empréstimos melhoraram amplamente, segundo a S&P, destacando que a maior parte dos custos de empréstimos ainda está em queda e a emissão de títulos e empréstimos foi retomada nos Estados Unidos e na Europa após um longo hiato.

A agência lembra que, na China, as autoridades abrandaram sua campanha de desalavancagem em face de uma desaceleração da economia, ajudando a emissão corporativa chinesa a crescer mais de 25% no primeiro trimestre.

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