Sozinho não vou salvar a pátria, apesar de me chamar Messias, diz Bolsonaro

05/12/2018 16:54:47

Por: Gustavo Nicoletta / Agência CMA

São Paulo – O presidente eleito Jair Bolsonaro disse que precisa confiar nos nomes escolhidos por ele para a própria equipe e afirmou que tomará providências se houver comprovação de que qualquer membro de seu gabinete se envolveu em crimes e em esquemas de corrupção.

“Sou obrigado a confiar nas pessoas, porque sozinho não vou salvar a pátria, apesar de me chamar Messias”, disse ele durante uma entrevista coletiva, referindo-se a seu nome do meio. “Acho que as pessoas que escolhi vão dar conta do recado”, acrescentou.

Questionado sobre a abertura de um processo para apurar se o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, recebeu doações não declaradas para a campanha eleitoral – o chamado caixa dois -, Bolsonaro disse que “em havendo qualquer comprovação, contra qualquer pessoa do meu governo que esteja ao alcance da minha caneta BIC, ela será usada.”

O pedido de abertura de investigações foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e a análise ainda está em fase preliminar. Se houver evidências contra Lorenzoni, a PGR deve encaminhar pedido para a abertura de inquérito.

MAGNO MALTA

Bolsonaro também foi questionado durante a entrevista a respeito de seu relacionamento com o senador Magno Malta (PR-ES). Havia expectativa de que o político fosse nomeado para um dos ministérios do próximo governo, o que não ocorreu.

“As portas estão abertas para ele. A questão de possível ministério, não achamos adequado no momento. Nunca foram fechadas as portas. Pode servir estando do meu lado em outra função”, disse Bolsonaro.

Ele reconheceu que recebeu muita ajuda do senador durante a campanha para presidente, mas acrescentou que a nomeação de Magno Malta para um ministério não foi algo acertado durante a campanha eleitoral. “Todos os meus amigos que me ajudaram na campanha, se eu fosse ofertar um ministério, ficaria complicado da minha parte.”

“Eu ofereci [ao Magno Malta] ser vice-presidente, ele achou melhor disputar o Senado. Tínhamos um desenho do ministério na cabeça e o perfil dele não se enquadrou. Continuo devedor, sou grato a ele”, afirmou.

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