Setor de serviços sobe 0,3% em abril após três quedas seguidas, diz IBGE

Por Flávya Pereira

São Paulo – A receita real de serviços, que se refere à evolução do volume da atividade no setor em termos reais, descontada a inflação (deflacionado), subiu 0,3%, ante queda de 0,7% em relação a março, na série com ajuste sazonal, após três quedas seguidas. Na comparação com abril de 2018, o setor de serviços caiu 0,7%, no segundo recuo seguido.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o setor de serviços acumula alta de 0,6% nos quatro primeiros meses deste ano, e cresceu 0,4% nos últimos 12 meses até abril.

Em base mensal, três das cinco atividades pesquisadas registraram alta, com destaque para o segmento de informação e comunicação (+0,7%), e recupera parte da perda observada no mês passado, de -1,7%. Na sequência, vem serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,2%) e serviços prestados às famílias (+0,1%). Na outra ponta, as quedas ficaram com outros serviços (-0,7%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-0,6%).

O agregado especial de atividades turísticas, por sua vez, caiu 1,5% em abril, ante alta de 4,7% em março. Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, o resultado do indicador foi influenciado por grandes eventos realizados em São Paulo e no Rio de Janeiro no mês. “Observamos um aumento nas atividades hoteleiras e de alimentação relativas à realização de grandes espetáculos no período, em especial o Lollapalooza, em São Paulo, e o Cirque du Soleil, no Rio de Janeiro”, comenta.

Na comparação anual, três das cinco atividades pesquisadas subiram, com destaque para serviços prestados às famílias (+3,6%), serviços de informação e comunicação (+2,1%) e outros serviços (+1,2%), enquanto o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio recuou teve a maior influência negativa (-5,0%), pressionado pela queda na receita das empresas de transporte rodoviário de carga, de aéreo de passageiros, de operação de aeroportos e de ferroviário de cargas, diz o IBGE.