Setor de serviços fica estável em maio, aponta IBGE

Por Flávya Pereira

São Paulo – A receita real de serviços, que se refere à evolução do volume da atividade no setor em termos reais, descontada a inflação (deflacionado), ficou estável (0,0%), ante alta de 0,5% (dado revisado) em relação a abril, na série com ajuste sazonal. Na comparação com maio de 2018, o setor de serviços avançou 4,8%, na taxa mais elevada desde fevereiro de 2014, quando registrou 7,0%.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o setor de serviços acumula alta de 1,4% nos cinco primeiros meses deste ano, e cresceu 1,1% nos últimos 12 meses até maio, ante +0,4% registrado até abril, no resultado mais intenso desde janeiro de 2015 (1,8%).

Em base mensal, quatro das cinco atividades pesquisadas registraram alta, com destaque para o segmento de informação e comunicação (+1,7%), no segundo mês seguido de variação positiva. Na sequência, vem outros serviços (+2,6%); serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,7%) e serviços prestados às famílias (+0,5%). Em contrapartida, o setor de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio caíram 0,6%, no segundo recuo seguido.

O gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, avalia que nos cinco primeiros meses do ano, os transportes, principalmente o rodoviário, foram um dos principais entraves para o crescimento do setor, que teve três resultados negativos no ano.

“Existe um movimento de aderência entre o setor de transportes e a indústria. Como grande parte da nossa produção é escoada pelas estradas, à medida que a produção industrial não cresce, não há necessidade de contratar o serviço de transporte de cargas”, explica.

O agregado especial de atividades turísticas, por sua vez, subiu 1,6% em maio, apagando a queda de 1,3% em abril. Regionalmente, onze das doze unidades da federação acompanharam a alta do indicador, com destaque para os avanços vindos de São Paulo (2,1%), Rio de Janeiro (2,1%), Minas Gerais (3,3%), Bahia (5,1%) e Ceará (7,5%). O único resultado negativo foi observado no Paraná (-1,2%).

Na comparação anual, todas as cinco atividades pesquisadas subiram, com destaque para transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (+5,7%) e serviços de informação e comunicação (+4,7%). As demais altas ficaram com outros serviços (+8,7%), serviços prestados às famílias (+6,4%) e de serviços profissionais, administrativos e complementares (+1,8%).