Setor de serviços cai 1% em junho, na pior taxa desde 2015

Por: Olívia Bulla

São Paulo – A receita real de serviços, que se refere à evolução do volume da atividade no setor em termos reais, descontada a inflação (deflacionado), caiu 1,0% em junho em relação ao mês anterior, eliminando, assim, o ganho acumulado de 0,5% entre abril e maio. Trata-se da pior taxa para o mês desde 2015, quando também caiu 1,0%.

Em relação a junho de 2018, o volume de serviços caiu 3,6%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda assim, o setor de serviços acumula alta de 0,6% nos seis primeiros meses deste ano, mas perdendo dinamismo frente ao segundo semestre de 2018 (+0,8%). Já em 12 meses, a alta acumulada é de 0,7%, até junho.

Em base mensal, todas as cinco atividades pesquisadas registraram queda, o que não acontecia desde maio de 2018, mês marcado pela greve dos caminhoneiros no país. O destaque ficou com o segmento de serviços de informação e comunicação, que 2,6% em junho ante maio.

Já na comparação anual, três das cinco atividades pesquisadas caíram, com destaque para as atividades, transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-10,9%). O IBGE destaque que junho deste ano teve dois dias úteis a menos do que junho de 2018, o que acabou levando à efetivação de um menor número de contratos de prestação de serviços.

Outro aspecto ressaltado pelo instituto diz respeito ao excesso de demanda ocorrido em junho do ano passado. “Com o fim da greve dos caminhoneiros, já nos primeiros dias de junho de 2018, houve intensa realização de fretes de mercadorias industriais e escoamentos de insumos e matérias-primas, objetivando atender a uma demanda reprimida dos dias de paralisação verificados no último terço do mês de maio de 2018”, diz o IBGE.

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