Setor de mineração global está menos previsível, diz Fitch

09/08/2018 17:30:54

Por: Gustavo Nicoletta / Agência CMA

Correia transportadora de minério – Mina Pau Branco (Foto: Acervo IABR)ração,

São Paulo – A perspectiva para o setor global de mineração ficou mais nublada por causa da tensão comercial entre os Estados Unidos e a China, que afetou o preço de várias commodities metálicas, entre elas o cobre, o níquel e o zinco, segundo a agência de classificação de risco Fitch.

“As tensões comerciais não mostram sinais de melhora e provavelmente serão a principal influência sobre os preços e o principal fator para a indústria monitorar no restante do ano. Exceto por isso, os fundamentos são positivos na maioria dos setores de mineração”, disse a agência.

A Fitch apontou que os preços do cobre caíram para menos de US$ 6 mil por tonelada em função das preocupações geopolíticas. Apesar disso, “as preocupações com o comércio não diminuíram o consumo e a perspectiva de médio prazo do mercado segue inalterada, com um déficit global esperado para 2020 por causa da falta de investimentos”, afirmou.

No caso do níquel, a volatilidade nos preços tem sido provocada pela perspectiva de que a Norilsk Nickel, principal produtora mundial, possa ser alvo das sanções norte-americanas e impactada pela tensão entre os Estados Unidos e a China.

A Fitch, porém, continua esperando déficit de níquel de 2018 a 2021 diante do crescimento contínuo na produção de aço inox e da demanda vinda do setor de veículos elétricos, dado o uso do metal nas baterias usadas nestes automóveis.

Os preços do zinco caíram de forma acentuada, em aproximadamente 25% desde o início do ano, por causa de receios com as tarifas aplicadas ao aço galvanizado – principal fonte de demanda pelo metal – e da percepção de que haverá mais oferta entrando no mercado no segundo semestre deste ano.

“Os preços neste caso caíram com o mercado antecipando [uma mudança nos] fundamentos – ainda há déficit de concentrados de zinco, mas a oferta deve superar confortavelmente a demanda após 2019”, acrescentou a Fitch.

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