Sem Estácio, Kroton focará em fusões com empresas de educação básica

11/08/2017 14:50:41

Por: Camila de Lira e Allan Ravagnani / Agência CMA

Foto: USP Imagens

São Paulo – A Kroton buscará oportunidades para fusão e aquisição no setor de educação básica a partir da compra de escolas e “flagships”, escolas de maior nome no setor.

“O mercado [de educação básica] é gigantesco e pulverizado, muito mais do que o de ensino superior, a Kroton se candidata a ser um dos consolidadores desse setor”, comentou o diretor-presidente da empresa, Rodrigo Galindo.

Após o negócio de compra da Estácio ter sido negado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que justificou que o setor de ensino superior estaria muito consolidado para novas grandes fusões, o mercado esperava que a Kroton migrasse seu olhar para o ensino básico.

De acordo com Galindo, o caminho para a fusão e aquisição de operações no setor de educação básica tem uma “dinâmica muito diferente”. “O  negócio para entrar nessa indústria é completamente diferente, os valores estão diferentes as taxas de retorno também. São outros caminhos”, comentou o executivo.

Segundo ele, a empresa tem feito estudos para atuar ativamente na consolidação do setor de educação básica. Galindo não expôs se a Kroton  já está em negociações com escolas ou se tem operações em vista ainda para o segundo semestre.

Educação Superior

A Kroton busca operações de fusão e compra de pequenos e médios empreendimentos do setor de educação superior que estejam em cidades em que a empresa ainda não atua, informou o diretor-presidente da Kroton, Rodrigo Galindo.

“Nosso foco e estratégia ainda será analisar oportunidades de compra de instituições de pequeno e médio porte em cidades que não atuamos”, comentou Galindo, que indicou que a Kroton não deixa de lado o crescimento orgânico do
setor de educação superior: a Kroton irá aumentar em 23% o número de cursos ofertados até o final do ano para 2,357 mil.

 

2º Trimestre

O lucro líquido ajustado da Kroton subiu 14,8% no segundo trimestre em comparação com o mesmo
período de 2016, somando R$ 644,8 milhões. O resultado ficou acima da expectativa de mercado, que projetou lucro líquido ajustado 2,5% maior, de R$ 575 milhões, segundo levantamento da Agência CMA.

A receita líquida da companhia no trimestre somou R$ 1,519 bilhão, aumento de 9,2% na comparação anual, valor maior que a estimativa de analistas, que  apontava para receita líquida de R$ 1,416 bilhão. O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 700,230  milhões, aumento de 10,7%. A margem ebitda ajustada ficou em 46,1%, avanço de 0,6 ponto percentual (pp) na comparação anual. Analistas apostavam em ebitda de R$ 640 milhões.

A companhia contabilizou 966.960 alunos ao final do segundo trimestre, considerando todos os estudantes de
graduação e pós-graduação, no ensino presencial, o que representa alta de 1,9% ante o mesmo período de 2016. Na graduação, o número de alunos cresceu 2,5%, enquanto na pós-graduação houve queda de 12,1% no número de
estudantes.

Na modalidade do EAD (Ensino a Distância), a Kroton registrou avanço de 3,8% no trimestre, na comparação anual, com 541.851 estudantes na graduação e na pós-graduação. Na graduação a distância houve alta de 4,9%, enquanto na pós-graduação verificou-se queda de 14,2% na base de alunos. A evasão de  alunos no ensino presencial cresceu 3,8% no trimestre, enquanto a evasão no EAD registrou avanço de 5,4%, na comparação anual.
Edição: Eliane Leite (e.leite@cma.com.br)

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