Renda fixa puxa alta de 18% de emissões no 1S18 para R$ 144,5 bi

11/07/2018 19:08:02

Por: Camila de Lira / Agência CMA

São Paulo – Os produtos de renda fixa puxaram a alta de 18% nas emissões de empresas brasileiras no mercado doméstico e externo no primeiro semestre deste ano em comparação aos primeiros seis meses de 2017 para R$ 144,5 bilhões, as informações são da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

No semestre, houve alta de 73,1% na emissão dos produtos de renda fixa paraR$ 98,7 bilhões e queda de 24,17% nas emissões de renda variável para R$ 38,9 bilhões.

Segundo o diretor da Anbima, José Eduardo Laloni, a volatilidade do primeiro semestre – com a alta de juros nos Estados Unidos e as oscilações do dólar – não foi positiva para as operações de renda variável. Enquanto, no mercado doméstico, a manutenção da taxa básica de juros em queda e a maior demanda de fundos de investimento, incentivaram produtos de renda fixa, principalmente as debêntures.

No primeiro semestre deste ano, as emissões de debêntures somaram R$ 60,5 bilhões – 2 vezes maior do que o registrado no mesmo período de 2017, com destaque para a alta de 4,5 vezes da emissão de debêntures incentivadas, que somaram R$ 9,6 bilhões.

Laloni também elogiou o aumento dos prazos das debêntures. “Desde 2014 não tínhamos mais de 12% do total emitido acima de 10 anos”, comentou o diretor. As notas promissórias tiveram emissão 2,85 vezes maior no primeiro semestre de 2018, a R$ 17,4 bilhões.

Já o setor de renda variável viu queda de 51% no volume de ofertas de ações com a desistência de oito companhias durante o primeiro semestre. A volatilidade do mercado externo também diminuiu o apetite das empresas pela emissão externa – operações que tiveram em alta no ano passado. No primeiro semestre elas somaram US$ 12 bilhões, 29% menor do que em 2017 e abaixo da
média dos últimos sete anos, que foi de US$ 19,8 bilhões.

Edição: Eduardo Puccioni (e.puccioni@cma.com.br)

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