Relatório não mostrou relação de Trump e russos, diz Procurador-geral

Por Carolina Pulice

Procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr. Foto: Official White House/ Tia Dufour

São Paulo – O Procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, vai levar ao Congresso o relatório sobre a investigação da relação entre a Rússia e o presidente norte-americano, Donald Trump, que que mostrou que não houve interferência russa na campanha presidencial de Trump, em 2016.

O relatório, segundo ele, será enviado ao Congresso às 12h (horário de Brasília), e depois será publicado no Departamento de Justiça, para consulta pública. De acordo com Barr, a primeira parte do relatório trata sobre a investigação de uma possível relação entre membros da campanha de Trump e o governo russo. “Como vocês verão, o relatório afirma que a investigação não estabeleceu que membros da campanha de Trump conspiraram ou coordenaram com o governo russo atividades de interferência nas eleições”, afirmou em discurso.

“Como o relatório deixa claro, houve tentativa de interferência na nossa eleição pelo governo russo”, completou, afirmando ainda que “não houve cooperação do presidente Trump ou de ninguém de sua campanha”.

Barr diz ainda que o relatório analisou a série de ações da Agência de Internet Russa (IRA, na sigla em inglês) ocorreram com o objetivo de espalhar desinformação nas redes sociais. Com isso, o conselho especial apresentou acusações em tribunais federais contra vários cidadãos e entidades russas por suas respectivas funções nesse esquema. O procurador, no entanto, enfatizou que não houve conluio de cidadãos norte-americanos com a IRA.

O relatório do conselho especial, do investigador Robert Mueller, era aguardado por muitos, uma vez que a investigação durou dois anos e poderia criar uma crise política no governo dos Estados Unidos. Trump negou reiteradamente que não havia participação dos russos em sua campanha. Nesta manhã, ele voltou a negar um conluio, postando diversas imagens em seu Twitter.

Para Trump, a investigação e as acusações faziam parte de uma “caça às bruxas”, apoiados pela oposição dos democratas.

O relatório, segundo Barr, mostrou que Trump se mostrou descontente com toda a investigação, temendo que os resultados “minassem sua presidência”. Para jornalistas, o procurador-geral disse que o texto relata 10 episódios de tentativa de obstrução de justiça por parte do presidente,.

Ao mesmo tempo, o conselho especial contou com a colaboração do governo norte-americano durante toda a investigação.

O texto, que foi editado por Barr, será enviado por completo para um grupo bipartidário do Congresso, informou.

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