Relatório mostra gravidade de crise humanitária na Venezuela

Êxodo venezuelano. Foto: Human Right Watch

São Paulo – Um relatório da organização Human Rights Watch afirma que a Venezuela enfrenta uma grave e complexa crise humanitária, com problemas nas áreas de saúde e alimentação, e que a atuação da Organização das Nações Unidas (ONU) é essencial para o país.

“Nós encontramos um sistema de saúde em colapso, com altos níveis de mortalidade maternal e infantil. […] Apesar de o governo ter interrompido a divulgação de dados oficiais de desnutrição em 2007, pesquisas de organizações mostram o alto nível de insegurança alimentar e desnutrição infantil”, afirmou o relatório.

“Saber do problema e pedir por ajuda é o primeiro passo crucial, mas a liderança da ONU é essencial para concretizar um plano de assistência humanitária de larga escala”, afirmou o relatório, que informou uma série de recomendações para a organização e para outras Ongs que atuam no país.

Segundo o estudo, mais de 3,4 milhões de venezuelanos impactados pela crise humanitária deixaram o país. Destes, quase 100 mil vieram para o Brasil.

Estima-se que 5.250 venezuelanos tenham sido realocados para outras partes do país, mas a maioria dos venezuelanos ainda está em Roraima. Com isso, o número de casos de sarampo aumentou no país, que enfrenta um surto com mais de 10.394 casos confirmados até fevereiro deste ano.

Para a Organização, o governo de Nicolás Maduro possui um papel crucial na crise humanitária, uma vez que teria a obrigação de dar acesso a um serviço de saúde de qualidade, e alimentação. “No entanto, sob a presidência de Nicolás Maduro, o governo nega a crise, escondendo dados estatísticos e dificultando que a assistência chegue ao povo venezuelano”.

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