Reformas microeconômicas também podem dar impulso à economia, diz Guedes

Por Gustavo Nicoletta

São Paulo – As reformas microeconômicas que estão na agenda do governo federal – a maioria delas com vistas a simplificar procedimentos e diminuir a regulação – são tão importantes quanto as macroeconômicas, como a da Previdência, e também podem contribuir para a recuperação do crescimento, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Paulo Guedes
O ministro da Economia, Paulo Guedes, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, debate a reforma da Previdência (PEC 6/19). (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

“Temos uma agenda macroeconômica que é mais visível – reforma da Previdência, privatizações, mexer nos impostos -, mas existe essa dimensão microeconômica que tem a mesma importância da agenda macro”, disse ele durante um evento do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

Ele explicou que há uma teoria de que os milagres econômicos observados em alguns países – Alemanha e Japão no pós-guerra e até mesmo o Brasil após a derrubada da inflação – podem ser explicados por um rompimento momentâneo de amarras que impedem essas economias de funcionar dentro de seu potencial pleno.

Sob este raciocínio, o ministro disse que o Brasil poderia estar produzindo de 10% a 15% a mais, o que permitiria ao país engatar crescimento de 5% a 6% ao ano por uma sequência de três a sete anos “simplesmente destravando tudo”.

“Você destrava isso, desregulamenta qui, simplifica ali, reduz os impostos. Medidas tópicas – e principalmente desbloquear o uso do conhecimento tácito, em vez de só o conhecimento científico”, avaliou Guedes.

“Há coisas que são feitas simplesmente pela imitação. Pega um método usado em gestão no setor privado e adota no setor público”, disse o ministro.”Uso do conhecimento tácito. Isso permite a um país dar uma arrancada que nem os agentes convencionais conseguem explicar direito.”

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