Reforma da Previdência deve vencer 1º turno esta semana, diz Maia

Por Gustavo Nicoletta

São Paulo – A reforma da Previdência deve ser aprovada no primeiro turno de votação ainda esta semana, e a segunda rodada de votação pode acontecer até sexta-feira, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

“A gente sabe que não é uma votação simples, 308 votos é um número enorme de parlamentares. Ainda tem algumas conversas sendo feitas, a intenção é que possa ser feito um bom debate durante o dia e a partir do final do dia, no início da noite, tentar construir o processo de votação”, disse Maia a jornalistas.

Ele disse que é preciso esperar um número suficiente de deputados comparecerem ao plenário da Câmara para depois iniciar a votação. Sem isso, a reforma da Previdência corre o risco de ser derrotada. “Tem que esperar para garantir quórum. Ontem acho que tivemos na Casa até o final do dia 400 deputados. Precisa chegar a 490 para não ter risco de perder a votação”, afirmou.

Maia disse que a votação do segundo turno deve ser mais rápida que a do primeiro, principalmente porque naquela etapa só poderão ser apresentadas emendas supressivas ao texto. “Se a gente conseguir o número de parlamentares para votar hoje, seguir com os destaques amanhã, a gente passa a ter a quinta e a sexta-feira para votar o segundo turno. Como sou otimista, acho que a gente consegue acabar antes de sábado.”

ACORDOS

Maia disse que tentará construir com a oposição um acordo para que os partidos troquem a provável obstrução à tramitação da reforma da Previdência por um tempo maior de debates sobre a proposta.

Ele também disse não haver acordo até o momento para que se evite a apresentação de destaques – mudanças em trechos específicos da legislação por parte dos partidos favoráveis à reforma, embora o consenso esteja se encaminhando para que eles as siglas evitem fazer uso deste direito.

ESTADOS E MUNICÍPIOS

O presidente da Câmara voltou a dizer que a inclusão dos regimes previdenciários de estados e municípios na reforma ficará de fora do texto a ser votado pelos deputados para impedir que a proposta seja derrotada. “Pode ser que entre no Senado”, afirmou.