RADAR: Tensão EUA-China e projeção para PIB em foco

Por Leandro Tavares e Wilian Miron

São Paulo – A semana começa com os investidores atentos a tensões políticas ao redor do mundo. No local, a possibilidade de centrão e deputados da oposição apresentarem um substitutivo da reforma da Previdência gera ruídos contra o governo de Jair Bolsonaro, para quem a melhor reforma da Previdência é a já foi apresentada ao Congresso.

Além disso, a escala de tensão entre Estados Unidos e China em meio a guerra comercial e um tema de grande importância para a economia mundial. O presidente dos Estados Unidos disse que o país asiático recuou nas tratativas acordadas inicialmente, o que prontamente desmentindo pelo China, de acordo com agência de notícias internacionais.

Os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2019 pela décima segunda vez seguida, caindo de 1,45% para 1,24%, de 1,71% há quatro semanas. A projeção consta no relatório de mercado Focus.

No âmbito corporativo, o ministro Tribunal Superior do Trabalho (TST), Renato de Lacerda Paiva, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o processo da chamada Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR), que pode fazer a Petrobras desembolsar R$ 17,2 bilhões em pagamentos a 51 mil trabalhadores da estatal, entre ativos e inativos.

Outro tema relacionado a estatal é que a Corte Federal do Texas, nos Estados Unidos, julgou improcedente a ação proposta pela companhia com o objetivo de anular a sentença arbitral proferida na arbitragem movida pela Vantage Deepwater Company e Vantage Deepwater Drilling.

No quarto trimestre de 2018, a Petrobras e subsidiárias reconheceram provisão com relação a este litígio, que em de março deste ano era de provisão US$ 720 milhões. Em comunicado, a petrolífera disse que seguirá adotando todas as medidas destinadas a resguardar os seus interesses.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que a oferta permanente de áreas para exploração e produção de petróleo passa a contar com 600 blocos com risco exploratório e com 14 áreas com acumulações marginais.

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