RADAR: Otimismo com acordo EUA-China deve favorecer ativos

Por Allan Ravagnani e Wilian Miron

São Paulo – Os principais índices acionários do mundo operem em alta nesta manhã, assim como os futuros norte-americanos, que indicam otimismo por parte dos investidores com o cessar-fogo entre Estados Unidos e China.

Donald Trump e Xi Jinping fecharam acordo suspendendo a aplicação de novas tarifas às importações, em uma tentativa de retomar as negociações comerciais entre as duas maiores potências econômicas do mundo.

Trump também se encontrou com o ditador norte-coreano Kim Jong-Um, na Zona Desmilitarizada das Coreias, no Paralelo 38, sendo o primeiro presidente dos Estados Unidos a pisar no território norte-coreano. Os presidentes retomaram as negociações para um acordo nuclear.

Na última sexta-feira (28) Mercosul e União Europeia concluíram um acordo que formará uma área de livre-comércio entre os dois blocos. Em até dez anos, 90% dos produtos exportados pelo Brasil entrarão na Europa livres de impostos de importação.

A intenção é de que o bloco aumente suas exportações em até US$ 100 bilhões na próxima década e meia o que pode representar um incremento no PIB brasileiro de até US$ 125 bi no mesmo período.

O diretor-executivo de comércio exterior da CNI, Diego Bonomo, afirmou pelo Twitter que o “acordo é uma construção coletiva de pelo menos cinco governos brasileiros.”

No contexto político, o fim de semana foi marcado por novos vazamentos contra a operação Lava Jato, que desta vez comprometem procuradores da força-tarefa, enquanto apoiadores foram às ruas ontem em apoio à operação.

A edição de domingo da “Folha de S.Paulo” publicou diálogos entre procuradores da Lava Jato no período em que negociavam a delação premiada de Léo Pinheiro, da construtora OAS. Os procuradores estavam insatisfeitos com a falta de informações na delação que comprometessem o ex-presidente Lula.

“Tem que prender Léo Pinheiro. Eles falam pouco, me parece que não está valendo a pena”, disse um procurador.

Ainda segundo o jornal, no STF há medo de que revelações dos bastidores das delações façam com que alguns colaboradores digam à Justiça que foram obrigados a assumir crimes que não cometeram.

A Neoenergia inicia hoje a negociação de suas ações na B3, a partir das 9h. Com o ticker NEOE3, a companhia realiza seu IPO com preço inicial de R$ 15,65 por ação, pretendendo movimentar um total de R$ 3,25 bilhões em um lote de 208 milhões de ações. A companhia será listada no segmento Novo Mercado.

O Banco do Brasil afirmou que a venda de fatia na Neoenergia, da subsidiária BB Investimento, equivalerá a R$ 1,775 bilhão, uma vez que a empresa possui participação de 9,35% no capital da concessionária.

A Klabin liquidou antecipadamente uma dívida de R$ 323 milhões no Programa de Parcelamento Fiscal (Refis) ao qual a empresa havia aderido em 2010.

O Grupo Pão de Açúcar aprovou a emissão de R$ 800 milhões em notas promissórias pela subsidiária Sendas.

O Banco Santander aprovou o pagamento de R$ 1 bilhão em juros sobre capital próprio (JCP). Este valor ainda precisa ser confirmado em assembleia geral ordinária que será realizada em 2020. A cifra equivale a R$ 0,12763992538 por ação ordinária da companhia e R$ 0,14040391792 por ação preferencial. As Units terão direito a R$ 0,26804384330 por ativo.