RADAR DO DIA: Temer adia recontagem de votos; atenção à baixa no minério

07/12/2017 10:29:33

Por: Eliane Leite / Agência CMA (e.leite@cma.com.br)

São Paulo – Ciente do placar ainda desfavorável à aprovação da reforma da Previdência, o presidente Michel Temer decidiu
esperar mais um dia para recontar os votos a favor da matéria. Após encontro com ministros e parlamentares ontem, resolveu deixar para hoje o novo
levantamento por um tempo a mais para a negociação.

Segundo informações do jornal “Valor Econômico”, Temer deixou a cargo do líder do Governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), a tarefa de
levantar, até hoje à tarde, junto aos líderes quantos votos cada bancada dará para a aprovação da reforma. Só então, com uma prévia mais sólida,
decidirá sobre a pauta da votação. Fala-se que o governo conta hoje com entre 260 e 270 votos.

Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, reduziu a taxa de juros em 0,5 ponto percentual, a 7% ao ano, e indicou que em fevereiro deve diminuir o ritmo de corte da Selic, mas ressaltou que esta previsão está mais sujeita a mudanças do que em ocasiões anteriores.

“O Comitê vê, neste momento, como adequada uma nova redução moderada na magnitude de flexibilização monetária. Essa visão para a próxima reunião é mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores. Para frente, o Comitê entende que o atual estágio do ciclo recomenda cautela na condução da política monetária”, afirmou o grupo.

Também deve refletir no mercado hoje a forte desvalorização no preço do minério de ferro na Bolsa de Dalian, na China. O contrato mais negociado, com entrega para maio de 2018, caiu 4,12%, para 512,50 iuanes (US$ 77,47) por tonelada.

Já o petróleo opera em alta, “após quedas significativas depois da divulgação dos dados de estoques dos Estados Unidos, que apresentaram avanço
maior que o esperado dos estoques de gasolina na última semana”, destaca o Bradesco em relatório.

No âmbito corporativo, a agência de classificação de risco Mooody’s afirmou as notas de crédito da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e suas subsidiárias Cemig GT e Cemig Distribuição em ‘B3’, na escala global, e ‘B2’, na escala nacional e revisou a perspectiva do rating de
negativa para estável, concluindo a revisão iniciada em outubro para possível rebaixamento.

Segundo a Moody’s, esta revisão reflete a combinação de eventos que impactaram a liquidez e o refinanciamento das dívidas de curto prazo da
companhia, com vencimento para este mês. Entre os destaques feitos pela agência está a emissão de US$ 1 bilhão em Eurobonds pela Cemig GT em
novembro e o reperfilamento de R$ 3,9 bilhões em dívidas junto aos principais bancos credores.

Os investimentos da Vale devem atingir US$ 4,1 bilhões este ano e permaneceram próximos deste patamar pelo menos até 2020, estima a companhia.
Dentro deste valor de 2017, a maior parte, US$ 2,4 bilhões, são de aportes em manutenção. Já no ano que vem, a previsão é que os investimentos sejam de US$ 3,8 bilhões, indo para US$ 4 bilhões em 2019 e para US$ 4,2 bilhões em 2020. Já a partir de 2021, o valor pode reduzir para US$ 3,7 bilhões e US$ 3,2 bilhões em 2022.

A mineradora mostrou a intenção de aumentar significativamente a distribuição de dividendos nos próximos anos, conforme for aumentando a sua
geração de caixa e reduzindo a sua dívida líquida. O diretor-presidente da mineradora, Fabio Schvartsman, afirmou durante apresentação no Vale Day, em Nova York, que o conselho de administração da companhia também já está trabalhando na elaboração de uma nova política de dividendo.

A carteira de crédito do Banco do Brasil deve seguir o comportamento de alta do total de crédito cedido pelos sistema no ano que vem, afirmou o
diretor-presidente da instituição, Paulo Caffarelli. Há tendência muito grande a acompanhar esse movimento, retomada do crédito será grande, pode ser que consiga ter crescimento igual ao previsto pelo mercado, que é de 6%”, comentou o executivo.

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