RADAR DO DIA: Guerra fiscal pressiona índice; Petrobras é o destaque

São Paulo – Os principais índices acionários do mundo – incluindo os futuros norte-americanos – operam no terreno negativo refletindo os temores com uma nova batalha comercial entre os Estados Unidos e a China, após o presidente Donald Trump anunciar a tarifação de 10% em US$ 300 bilhões em itens importados da China.

As autoridades chinesas afirmaram que, caso a ameaça realmente entre vigor, tomarão medidas em resposta. Segundo o relatório matinal da Correparti, o fato é que esse posicionamento por parte do governo norte-americano surpreende os investidores e é entendido como um forte retrocesso nas negociações entre as duas maiores economias do globo. A previsão é que a medida entre em vigor no mês que vêm.

POLÍTICA

Hoje acaba o recesso parlamentar na Câmara, porém os trabalhos devem ocorrer apenas na semana que vem.

Ontem, com a volta do recesso judiciário, o Supremo Tribunal Federal impôs algumas derrotas ao governo de Jair Bolsonaro. Para iniciar, o ministro Alexandre de Moraes requisitou à PF o conjunto do material apreendido com os hackers de Araraquara, contrariando a intenção do ministro Sérgio Moro, de destruir os materiais.

O ministro Barroso interpelou o presidente sobre sua fala sobre o pai do presidente da OAB. O plenário do STF decidiu que as demarcações de terras ficam com a Funai, não com o ministério da Agricultura. E Alexandre Moraes suspendeu qualquer investigação da Receita contra membros do Tribunal.

Ainda no escândalo da Vaza Jato, a “Folha de S.Paulo”, aponta que o procurador Deltan Dallagnol está na mira do presidente da Corte, Dias Toffoli, assim como Gilmar Mendes.

Deltan incentivou investigações sobre eles e suas mulheres, como contado por Intercept e Folha na quarta. O objetivo dos ministros é que Dallagnol seja punido exemplarmente.

Ao envolver ministros do Supremo, o último capítulo da Vaza Jato começa a corroer o apoio à Força-Tarefa de Curitiba até na Procuradoria Geral da República. Ainda segundo a Folha, a PGR não quer se indispor com o MPF. Deve ser o próprio Supremo que, de posse das conversas, pode afastar Deltan da força-tarefa.

O Painel da Folha afirmou que o secretário-geral de Receita Federal, Marcos Cintra, está sob enorme pressão. É para que entregue a lista de auditores que investigaram agentes públicos e a base legal sobre a qual operaram. O STF e outros tribunais é que apertam.

A capa da revista britânica “The Economist” é dedicada à Floresta Amazônica. Desde os anos 1970, uma Turquia foi desmatada na região, e a temperatura média local aumentou 0,6C. O ritmo da perda de área verde, porém, esteve em queda entre 2004 e 2012.

O ritmo voltou a crescer desde o governo Dilma – um pouco por conta de novas regras, mas também porque a recessão forçou que se diminuíssem as verbas do Ministério do Meio Ambiente. Este ano já acelerou mais. Desde janeiro, 4.300 quilômetros quadrados já foram desmatados e, possivelmente, um recorde será batido em 2019.

Segundo a revista inglesa, o maior risco é na reciclagem de água. É a manta verde que joga para os céus uma quantidade imensa de vapor que alimenta as chuvas de boa parte do centro-oeste brasileiro, mas também em quase toda a Bolívia, o Peru, além de partes de Equador, Colômbia e Venezuela. O desmatamento funciona como se o Brasil represasse um rio que alimenta estes vizinhos.

“Mesmo uma diminuição pequena do número de árvores pode provocar períodos longos de seca inclusive na região do agribusiness brasileiro. E há o risco real de colapso da floresta, caso a perda de árvores chegue ao ponto de não conseguir manter mais a irrigação da própria mata. O risco está mais próximo do que muitos imaginam”, dizem especialistas.

No editorial a revista pediu boicote a produtos brasileiros produzidos na região desmatada. E convoca União Europeia e China a contingenciar acordos comerciais ao cuidado com a floresta.

A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba enviou um comunicado à imprensa no qual afirma que o procurador Deltan Dallagnol nunca teria solicitado a investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ou familiares de ministros à Receita Federal, como indicou troca de conversas que foram vazadas pelo site “The Intercept” em matéria publicada ontem pela “Folha de S.Paulo”.

EMPRESAS

O presidente Jair Bolsonaro, em reunião com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e o presidente da Eletrobras, autorizou que fossem aprofundados os estudos para que o processo de privatização da companhia seja feito por meio de aumento de capital social, mediante subscrição pública de ações da companhia.

O lucro líquido da Petrobras cresceu 87,31% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 18,866 bilhões. O lucro foi impactado pela venda da Transportadora Associada de Gás (TAG). Desconsiderando-se os efeitos não recorrentes, o lucro líquido teria sido de R$ 5,2 bilhões e o ebitda ajustado R$ 33,4 bilhões.

O conselho de administração da estatal aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor bruto de R$ 2,6 bilhões, o equivalente a R$ 0,20 por ação em circulação. A cia também anunciou a revisão da meta de capex de 2019 para um intervalo entre US$ 10 e 11 bilhões, de US$ 16 bilhões previstos anteriormente, refletindo as postergações de projetos, otimizações e a premissa de não mais considerar nos seus investimentos o pagamento das equalizações referentes à unitização de campos.

A Sabesp informou que ontem (1) a Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp), em atendimento à solicitação recebida da Sabesp, concedeu a prorrogação do período para envio de contribuições à Consulta Pública em 50 dias, para permitir o atendimento do prazo de conclusão previsto pela Agenda Regulatória.

A Cielo afirmou, em comunicado, que não tem conhecimento acerca das informações contidas na notícia “Banco do Brasil estuda vender fatia de R$ 5,65 bi na Cielo” veiculada ontem na “Coluna do Broadcast”, do jornal “O Estado de S.Paulo”.

O Fleury afirmou que o acionista Integritas Participações transferiu 9,469 milhões de ações do grupo aos seus acionistas (Médicos Sócios), que passarão a deter diretamente 3,25% das ações da Fleury, então detidas por Integritas.

O lucro líquido da Localiza cresceu 33,9% no segundo trimestre do ano, em relação a igual período do ano passado, para R$ 190,1 milhões, impactado pelo aumento da depreciação de carros e das despesas financeiras em função da marcação a mercado do contrato de swap.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) confirmou que pretende reduzir sua dívida bruta de R$ 29,8 bilhões para R$ 20 bilhões e alavancagem abaixo de três vezes.

As vendas de material de construção no mês de julho cresceram 13% em relação ao mesmo mês de 2018 e 10% maiores que as do mês de junho, segundo dados da Pesquisa Tracking da Associação Nacional de Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). No acumulado do ano o crescimento representa 4% e, nos últimos doze meses, 5%.

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