RADAR DO DIA: Atenção aos papéis da JBS, Cosan, Eletrobras, Oi e Petrobras

São Paulo – Os mercados exteriores ensaiam uma recuperação nesta terça-feira. Ontem os Estados Unidos formalizaram proposta para tarifação de 25% sobre mais US$ 300 bilhões em importações de produtos chineses.

No Brasil as notícias da quebra do sigilo bancário do filho do presidente, Flávio Bolsonaro, e do assessor Fabricio Queiroz, além da notícia de que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi citado na delação premiada do dono da Gol, Henrique Constantino, que teria pago um “benefício” a Maia por meio da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear).

O governo tentará hoje fazer um acordo de líderes na Câmara dos Deputados para colocar em votação ainda esta semana, no plenário, as medidas provisórias (MPs) 863, que abre o setor aéreo brasileiro ao capital estrangeiro, e 866, que autoriza a criação da estatal NAV Brasil para administrar a infraestrutura aeronáutica de serviços de navegação aérea após a cisão da Infraero.

No segmento corporativo, a JBS reportou lucro líquido de R$ 1,092 bilhão no primeiro trimestre de 2019, resultado mais do que duas vezes maior, ou 115,7% acima do registrado no mesmo período de 2018. O lucro líquido por ação ficou em R$ 0,41.

O lucro líquido do conglomerado Cosan aumentou 14,5% no primeiro trimestre de 2019, na comparação com o primeiro trimestre de 2018, e somou R$ 395,7 milhões, em função principalmente dos melhores resultados operacionais da Comgás e da Moove, além do início da consolidação proporcional dos resultados da Raízen Argentina desde o quarto trimestre.

A Oi reportou lucro líquido de R$ 568 milhões no primeiro trimestre de 2019, uma alta de 87% ante o mesmo período do ano passado. Os três segmentos (Residencial, Mobilidade Pessoal e B2B) seguem impactados pela queda do tráfego de voz. Por outro lado, a receita de dados de Mobilidade Pessoal e a receita de Fibra do Residencial seguem crescendo, compensando parcialmente essa queda.

A Eletrobras apresentou, no primeiro trimestre de 2019, um lucro líquido de R$ 1,347 bilhão, 178% superior ao lucro líquido de R$ 484 milhões obtido no primeiro trimestre de 2018. O lucro é composto pelo lucro líquido das operações continuadas de R$ 1,570 bilhão e pelo Prejuízo Líquido de R$ 223 milhões referente às operações descontinuadas (distribuição).

A Itaúsa obteve lucro líquido individual recorrente de R$ 2,486 bilhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 3,6% ante os R$ 2,400 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano anterior. O resultado exclui itens extraordinários e considera os efeitos da participação acionária das subsidiárias Itaú Unibanco, Duratex, Elekeiroz e Itautec.

A Petrobras disse que iniciou a etapa de divulgação da oportunidade (teaser), referente à venda integral de sua participação de 93,7% na Breitener Energética, que possui duas termelétricas, como a Breitener Tambaqui e a Breitener Jaraqui, situadas em Manaus, totalizando capacidade instalada de 315 megawatts (MW).

A BR Distribuidora informou que deu início à fase vinculante do processo de venda de sua participação na CDGN Logística na proporção de 49% do capital total da subsidiária. Segundo a BR, os interessados habilitados na fase anterior receberão castas-convite com instruções detalhadas sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e envio de propostas vinculantes.

A Enel Distribuição São Paulo (Eletropaulo) informou que foram eleitos pelo o conselho de administração da companhia para a diretoria estatutária os nomes de Flávia da Silva Baraúna, como diretora de Segurança Patrimonial e de Serviços, Janaina Savino Vilella Carro, para diretora de Comunicação, Márcia Massotti de Carvalho, como diretora de Sustentabilidade, e Marcos Augusto Mesquita Coelho como diretor de Relações Institucionais.

Allan Ravagnani e Wilian Miron

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